[Especial] Sereias de Gotham Vol. 3: Fruto Estranho!

[Especial] Sereias de Gotham Vol. 3: Fruto Estranho!

Arcos Principais: Fruto Estranho (Strange Fruit).
Publicação Original/ Brasil: Gotham City Sirens #14-19 (DC, 2010)/ A Sombra do Batman #15 (Panini, 2011 – incompleto).
Roteiro/ Arte: Tony Bedard e Peter Calloway / Andres Guinaldo.

O terceiro volume das Sereias de Gotham traz o arco Fruto Estranho (que não é bem um arco, mas tudo bem), focando no relacionamento da Mulher-Gato com o Batman, como a Zatanna e a Talia Al Ghul veem essa situação. Depois de algumas edições explorando os poderes da Hera Venenosa e a interação entre as três Sereias, é interessante ver como elas estavam em relação ao Morcego, lembrando que era antes dos Novos 52. Review especial com alguns spoilers.

FRUTO ESTRANHO

Continuação direta do último arco, a Hera conseguiu escapar da prisão no laboratório e recrutou a assistente Alisa pra pesquisarem um projeto de reflorestamento que a empresa estava criando, acabando por descobrir um híbrido alienígena/ planta que possui poderes semelhantes aos dela, colocando-a numa espécie de transe. Um ponto legal é retomar a questão do meio-ambiente, que é a principal característica da Hera, além de criar um relacionamento entre eles. Ela sempre teve problemas com isso, por conta de sua pele venenosa. Mas esse começo tem momentos bem estranhos. Hera e o alienígena se dirigem pro Parque Robinson, onde começam a construir um pequeno reino. A Arlequina e a Mulher-Gato que tentam resolver a situação, mas tudo ocorre muito rápido em duas edições (#14-15), com um desfecho fácil demais. Destaque para quando a Hera encontra o alien, que está super seco (literalmente, é uma planta também) e acaba ajudando ele a se recuperar, como havia acontecido com ela umas edições antes. Os desenhos são de Andres Guinaldo, com ótimas sequências, principalmente quando elas entram no parque. Mas e essas mãos bizarras?

As edições #16-19 focam em outro assunto, com Tony Bedard saindo dos roteiros e entrando Peter Calloway. A Zatanna aparece pra Mulher-Gato, avisando que, seja o que acontecer, pra deixar a Hera de fora. Por que? Ela não fala. Acho engraçado esses momentos, porque ocorre uma confusão só e ninguém realmente fala o que vai acontecer. Perto do QG, um parque está em chamas e claro que a Hera vai querer tomar partido, mas as três acabam caindo numa armadilha, com a Selina sendo capturada. Além da Zatanna, temos a Talia Al Ghul aí no meio, as duas tem medo que a Selina acabe contando aos seus sequestradores a identidade secreta do Batman. A trama gira em torno desse conhecimento da Gata, o quão problemático pode ser, além de mostrar o que a Zatanna e a Talia realmente querem ( e o quanto estão envolvidas) nisso tudo.

A rivalidade entre a Talia e a Selina não é algo novo, inclusive até ganhou destaque no recente noivado dela com o Batman no Rebirth. Mas é legal ver a Zatanna com crise de consciência, debatendo consigo mesma e com o seu pai sobre valer a pena apagar de vez o Batman da cabeça da Gata, se ela estaria agindo errado ou não. Um outro ponto bacana é um diálogo da Arlequina tentando ajudar a Selina, perto do final, já que ela não é apenas uma doida insana, mas também psicóloga. E o autor ganha pontos em retomar isso, principalmente por criar um gancho pro arco seguinte, que focará na Harley. É uma história divertida, melhor que o volume anterior, com destaque para o elenco quase todo feminino e cenas ótimas de ação (numa delas, a Talia dispara um super míssil!). Mas ainda sinto que perdeu aquela empolgação que senti no início. Ah, vale comentar que a Panini só publicou as primeiras edições desse arco aqui no Brasil, as demais (assim como o final da revista) permanecem inéditas.

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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br