[Especial] Demolidor: As Crianças Púrpuras!

[Especial] Demolidor: As Crianças Púrpuras!

Arcos Principais: As Crianças Púrpuras (The Purple Children).
Publicação Original/ Brasil: Daredevil #8-10 (Marvel, 2014)/ Demolidor #9 (Panini, 2015).
Roteiro/ Arte: Mark Waid/ Chris Samnee.

A série do Demolidor escrita pelo aclamado Mark Waid e com desenhos de Chris Samnee (mesma equipe da Viúva Negra) teve um pequeno arco em três partes bastante interessante em 2014, chamado As Crianças Púrpuras, onde conhecemos os cinco filhos do Homem Púrpura. Atualmente, o Demolidor vem sendo escrito pelo Charles Soule, que trouxe sua identidade secreta de volta num mistério que só foi resolvido recentemente, no arco Púrpura, retomando essas mesmas personagens. Então resolvi dar uma lida, pra melhorar a experiência. Review especial com alguns spoilers!

AS CRIANÇAS PÚRPURAS

Tudo começa com Killgrave, o Homem Púrpura, reunindo seus filhos perdidos: ele fez a linha MC Catra e teve cinco filhos com mulheres diferentes, mas abandonando todos; porém, se sentindo sozinho, foi atrás das crianças e as transformou em púrpura com o toque. Esse início chega a ser bem forte, até. Com ele pegando um menino e convencendo a mãe dele a se jogar do prédio, deixando todos órfãos. Quando estão juntos, eles possuem um poder até mais forte que do próprio pai, conseguindo manipulá-lo com as palavras e pensamentos. Porém separadas, voltam ao normal. Algo que é explorado nesse novo arco Púrpura. Há uma clara referência ao filme A Cidade dos Amaldiçoados, clássico dos anos 1990 e dirigido por John Carpenter (que, por sua vez, era um remake), onde algumas crianças de cabelo platinado começam a perturbar uma cidadezinha. A HQ não tem o clima de terror, mas segue a fórmula. Com Killgrave fora de cena, elas partem pras ruas e fazem o que qualquer criança livre dos adultos e com o poder de conseguir tudo o que querem fariam: andar de carro descontroladamente, roubar doces e invadir uma loja de games. Sem contar que, com os novos poderes, passam a tocar o terror na galera de São Francisco.

Enquanto isso, o Demolidor recebe uma proposta de seu sogro: publicar uma biografia em troca de 8 milhões de dólares. É a deixa que o Waid cria pra explorar um pouco mais o status quo do herói na época, cuja identidade não era mais secreta, sendo uma celebridade, além do relacionamento dele com a namorada Kirsten. Por ser um arco curto, apenas três edições, não há muito espaço pra aprofundar a questão das crianças, como elas estão reagindo a tudo isso, mas mesmo assim tem seus momentos de destaque. Num deles, por exemplo, temos um panorama relacionando os traumas de cada uma com os traumas do próprio Demolidor, o colocando como uma pessoa solitária, quase depressiva, com todo esse conflito afetando-o diretamente, tendo que lidar com as perdas da vida. Outras cenas, mais de ação, também são ótimas. Numa o Demolidor enfrenta o Killgrave, que está se regenerando do ataque dos filhos, e não consegue se defender direito, de tanta coisa que está passando em sua cabeça. As Crianças Púrpuras foram uma inclusão bem interessante, pena que só voltaram agora, 3 anos depois. Por ser curta, acabamos perdendo várias possibilidades como explorar a ausência das mães, a presença do pai psicótico ou o futuro delas. Fica aquele gostinho de quero mais. Mas ainda é uma ótima leitura, com Waid criando alguns diálogos super irônicos, como comentar sobre os vilões terem um nome engraçado e condizente com sua personalidade (tipo o Victor Von Doom). Um outro detalhe é a possibilidade das crianças serem enviadas para uma “escola de superdotados“, que poderia ser os X-Men? Como não aconteceu nem um e nem outro, fica a sensação de terem surgido pra preencher espaço. Mas a expectativa de vê-las melhor permanece!

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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br