[Especial] Arquivo X: Días de Los Muertos e Ismael!

[Especial] Arquivo X: Días de Los Muertos e Ismael!

Arcos Principais: Días de Los Muertos e Ismael (Ishmael)
Publicação Original/ Brasil: X-Files #1-5 (IDW, 2016)/ Inédito.
Roteiro/ Arte: Joe Harris e Chris Carter/ Matthew Dow Smith.

Em 2013 a IDW relançou a série em quadrinhos de Arquivo X, intitulada Temporada 10, dando continuidade direta à última temporada transmitida na época, antes mesmo da Temporada 10 de verdade ter sido oficializada. Esse primeiro volume durou 25 edições, que resenhei em três especiais: De Volta ao Bureau, Peregrinos e Imaculada e O Retorno do Sindicato. Um segundo volume surgiu em 2015, chamado Temporada 11 e com apenas 8 edições, que resenhei em dois especiais: De Volta ao Lar e Fim de Jogo. Aproveitando o impacto do retorno da série à TV, a IDW resolveu lançar um terceiro volume em 2016, que seria a “Temporada 12“, porém usou apenas o nome “Arquivo X”. Esse especial comenta o primeiro arco desse terceiro volume, com alguns spoilers.

ATIRADOR

Arquivo X talvez seja minha série preferida. Gosto muito, inclusive tatuei uma Scully estilizada no braço. E mesmo com tanta mitologia e assunto pra se tratar, senti que as Temporadas 10 e 11 em quadrinhos foram bem medianas, com alguns momentos de destaque, mas outros bem ruins. O que me deixou bastante triste. Felizmente, o começo desse terceiro volume é interessante. A edição #1 traz a história Active Shooter, no velho e bom estilo Arquivo X de ser. Mulder e Scully são chamados pra investigarem um tiroteio num shopping, onde há, aparentemente, algo fora do normal. O atirador, um “funcionário do mês“, passa a ouvir coisas e, em seguida, sai atirando. Temos todos os pontos clássicos da série: Mulder extremamente crente, Scully questionando porque estão investigando isso, ele trazendo mil explicações absurdas, ela dizendo pra ninguém reparar. É muito bom ver essa química entre os dois novamente. Um bom início.

DÍAS DE LOS MUERTOS

As edições #2 e #3 trazem a história Días de Los Muertos, onde duas crianças imigrantes nos EUA acabam fugindo de seu lar, onde são abusadas por um chefe do crime, e acabam se envolvendo numa confusão. O furgão onde fugiram é encontrado todo revirado, com dezenas de pessoas mortas dentro, despedaçadas. Apenas a menina sobreviveu, enquanto seu irmão gêmeo foi pra outro lugar. A equipe criativa permanece a mesma, com Joe Harris no roteiro e Matthew Dow Smith nos desenhos (que particularmente não curto tanto). Mas Harris resolveu, pelo menos nessas primeiras edições, retomar esses pontos clássicos da série, em vez de remexer em pontos essenciais e estragar (como fez com o Gibson). Ver a Scully no laboratório, ligando seu gravador e começando o trabalho com os corpos, tentando identificar o que é de quem, é impagável. Assim como, enquanto isso, Mulder sai pra investigar o paradeiro do menino. Como nos velhos tempos. O título já entrega o teor da trama, que envolve o espírito do Dia dos Mortos, a figura da “Morte” na cultura deles.

ISMAEL

Já a história das edições #4 e #5 alteram um pouco do que conhecemos da mitologia. Não muito, mas ainda assim importante. É uma trama voltada pra Scully, que vem tendo pesadelos com o pai, lembrando de algo que a marcou muito durante a infância. Ao mesmo tempo em que recebe um livro, Moby Dick, de alguém misterioso, com um nome sempre vindo à tona: Ismael. Isso nos leva à um meio irmão dela, até então em segredo. É algo que mexe com a mitologia, mas não estraga. A arte passa pro Andrew Currie, sendo mais fluida e orgânica, dando uma pausa no estilo mais quadrado do Smith. Esse primeiro arco, que na verdade são três histórias diferentes, deram um belo gás pra esse terceiro volume (que atualmente encontra-se em hiato). Retomando muitos pontos clássicos da série, deixando o leitor-fã mais confortável, sem parecer forçado ou que tá chutando cachorro morto. Além de ampliar a mitologia, porque não dá pra viver só de remexer o que já fizeram, nos mostrando um outro lado do pai da Scully e até mesmo um outro irmão.

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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br