[Especial] Arquivo X - Temporada 11: Fim de Jogo!

[Especial] Arquivo X – Temporada 11: Fim de Jogo!

Arcos Principais: Fim de Jogo (Endgames).
Publicação Original/ Brasil: X-Files – Season 11 #6-8 (IDW, 2016)/ Inédito.
Roteiro/ Arte: Joe Harris e Chris Carter/ Matthew Dow Smith.

A Temporada 11 das HQs de Arquivo X começou em 2015 com o arco De Volta ao Lar, bastante mediano. Com problemas que já vinham desde a Temporada 10, quando a editora IDW resolveu relançar a franquia. Fim de Jogo é o segundo e último arco dessa Temporada, que contou com apenas 8 edições, quando foi resetada numa pseudo “Temporada 12”, mas sem esse subtítulo, apenas “The X-Files”, pra acompanhar o revival da Temporada 10 na TV. A editora provavelmente acabou com esse lance de “Temporadas” (que acho bem bacana) pra não confundir com o retorno televisivo. Essas três últimas edições mantém o mesmo nível das anteriores: médio. Nada de espetacular, mas finalmente dando um jeito no Gibson Praise. Review sem spoilers!

FIM DE JOGO

Após as investigações envolvendo a Família Peacock, com a volta de Mulder ao Bureau, a dupla passa a investigar as mensagens que Gibson pegou do espaço, gravado em misteriosas fitas. Eles pedem a ajuda dos Pistoleiros Solitários, que descobrem que essas fitas não são magnetizadas e aparentemente possuem nada. Isso leva Mulder e Scully a tentar invadir uma base secreta, enquanto o próprio Gibson (e seus clones) entra em contato através de telepatia, dizendo que não está querendo comunicação com os aliens ou criando uma Central de Dados, mas sim uma “mina”. Esse pequeno arco em três partes se desenvolve a partir dessa tentativa de invadir a base, que seria a fonte da missão de Gibson, descobrindo novas brechas em seus poderes e enfrentando mais Sem Faces, os Supersoldados. Um ponto interessante é que a Diretora Assistente Morales mostra ao que veio, fazendo parte dos inimigos, e que o Diretor Skinner tem uma participação especial.

Como venho comentando desde a Temporada 10, o roteiro de Joe Harris se escora muito em fanservices, com referências que só quem assistiu vai pegar. Eu, como fã da série, gosto muito. Mas tudo parece ficar meio perdido, como uma grande reciclagem. Toda essa história do Gibson, que veio se arrastando, chega a lugar nenhum. Nesse arco sabemos que ele estava envolvido com o minério de Magnetite, que são as “defesas naturais” da Terra contra alienígenas. Na série, os Supersoldados são queimados ao se aproximarem dessas minas. Perto do final, Gibson surge numa grande demarcação no chão, como de uma nave, e cria uma aurora boreal de lembranças. São diversas cenas da série, como a chegada de Scully no porão onde Mulder ficava, entre outras. Particularmente, essas referências não funcionam como deveriam. Já não basta as capas de quase todas as edições serem montagens com fotografias antigas, ainda temos mais releituras de cenas. Fica a impressão de que a série, em HQ, não vai pra frente, ficando sempre ancorada na TV. Enquanto outras referências funcionam melhor, como quando Mulder diz, ao ver as luzes sobre a marcação, que finalmente poderão “ambos assistirem“. Ele diz isso porque sempre era um ou outro que via algum fenômeno, nunca os dois. É um arco mediano, que serve pra dar um fim ao plot “Gibson Praise“, um pouco corrido, pra conseguirem iniciar uma nova revista a tempo de acompanhar o revival da série que ocorreu ano passado.

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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br