[Review] Arquivo-X #4 !

[Review] Arquivo-X #4 !

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Nome Original: The X-Files #33 e #30
Editora/Ano:Mythos, 1998 (Topps, 1997)
Preço/ Páginas: R$3,20/ 36 páginas
Gênero:Suspense
Roteiro:John Rozum & Don McGregor
Arte:Alex Saviuk
Sinopse: Mulder e Scully são chamados para investigarem um curioso caso onde várias mulheres estão morrendo de combustão espontânea. Na sequencia, a dupla viaja até uma cidadezinha, onde os familiares só querem a presença dos dois na investigação de uma estranha morte
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Chegamos à última edição nacional de Arquivo X, série que foi publicada pela Mythos em 1998, onde mais errou do que acertou. Para conhecer melhor a franquia Arquivo X e as edições anteriores, vejam os reviews: Arquivo X #1, #2 e #3.
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Para entrar no clima de suspense da série, vamos ouvir sua música de abertura, uma das mais clássicas e tensas já criada para a TV.
 
 
Eu disse, no último review, que finalmente Arquivo X estava indo pra frente, com uma história melhor construída e um bom acabamento por parte da editora, e que seria uma pena a série acabar tão cedo, já que estava evoluindo. De fato, as histórias melhoraram, mas a Mythos deu um acabamento tão porco para essa última edição que nem parece que a mesma editou os outros três números.
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Na capa temos o anúncio “Nova Fase! Novas Histórias! Novos Autores!”. A equipe criativa dessa edição é John Rozum (Xombi, Hellraiser) nos roteiros e Alex Saviuk (Homem-Aranha, Liga da Justiça) nos desenhos, diferente da dupla anterior (Petrucha e Adlard). A primeira história é sobre um caso onde várias mulheres estão morrendo por combustão instantânea. Todas elas são indianas, viúvas e possuem a mesma idade. A segunda história é sobre uma misteriosa morte numa casa de campo, onde todos os familiares não deixam o FBI entrar, só querendo ajuda de Mulder e Scully. A primeira, em particular, é muito interessante e tem um clima todo CSI, com Scully trabalhando em laboratórios e colhendo provas. A grande mudança nos roteiros, se comparado aos primeiros, é o desuso de muitos termos técnicos e flashbacks, além de deixar os Aliens um pouco em paz, começando a tratar de outros assuntos estranhos. Isso foi uma bela melhorada, pois deixou a narrativa mais “suave”, e não tão pesada como estava. Por serem “fechadas”, podem ser lidas em qualquer ordem.
 
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Já nos desenhos, Saviuk possui um bom traço, mais “clean”, tanto em personagens quanto em locais. As cores também melhoraram, e não estão pintando o cabelo de Scully de qualquer jeito como antes ou com cores berrantes. O desenhista também é ótimo nas cenas mais agitadas, como a senhora escapando da “fumaça” na lavanderia.  Analisando roteiro e arte, Arquivo X #4 está acima da média, assim como na edição #3, conseguindo grandes melhorias com essa nova dupla. Mas o mesmo não pode ser dito para o acabamento e edição que a Mythos deu ao título, simplesmente horrível.
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De início já percebemos a mudança no papel. A capa ficou mais fina e o miolo parece ser feito com papel de jornal, o que prejudica a arte. Fora a impressão mal feita, com muitas páginas escuras. A Mythos diminuiu o preço de capa (de R$6,00 da ed. #1 para R$3,20 nessa ed. #4), o que justifica a mudança do papel, mas o resultado final ficou bem ruim. Sem contar que diminuíram o número de páginas, e que estas continuam sem serem numeradas. Não há introdução nem reprodução das capas originais, sequer uma nota sobre a troca de autores ou o “pulo” de edições.
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Enfim, a editora conseguiu piorar o que já não estava bom. E há uma situação curiosa, na última página temos um “Continua em 15 dias”, que dá a entender que a revista começaria a ser quinzenal, talvez seja este o motivo do novo preço. Porém, essa última história possui apenas 10 páginas, ou seja, a Mythos publicou metade de uma edição. É a única desculpa plausível, pois se não for assim, então ela cortou páginas (que não seria muito difícil, visto a mutilação que fariam em Terra X). Não houve continuação e o “arco” Martírio permanece inédito.
 
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Interessante que a Mythos pulou mais de 20 edições, sendo que a primeira história é a edição #33 e a segunda é a metade da #30 (lembrando que a última havia sido a #6). As edições anteriores foram escritas por Stefan Petrucha, que permaneceu na série até a edição 16 com os desenhos de Charles Adlard, que ficou presente em outras edições mais pra frente. Da edição 17 até o fim da série o roteiro ficou por conta de John Rozum, exceto as edições 20 e 21 que ficou com Kevin J. Anderson (Star Wars, StarCraft). Sobre os textos de Rozum, passaram os desenhistas Gordon Purcell (Star Trek, Xena) e Alex Saviuk, entre outros. É fato que as histórias de Petrucha estavam medianas, conforme vimos nos reviews anteriores, e a arte de Adlard também não ajudava. Creio que por isso a Mythos decidiu pular a fase com esses dois e lançar uma fase com autores diferentes, uma idéia até que interessante, pois as histórias são fechadas, porém do jeito que fizeram ficou muito ruim, mesmo com os desenhos e roteiro bem melhores. Se a Mythos fosse continuar com esse formato, foi melhor cancelarem mesmo.
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Arquivo X, da Topps Comics, foi lançado entre 1995 e 1998, somando 41 edições e diversos especiais e mini-séries. A WildStorm tentou revigorar a série e lançou X-Files, em 6 edições, entre 2008 e 2009. Mais recentemente, a dupla de agentes participaram de um crossover com a série 30 Dias de Noite (X-Files: 30 Days of Night), escrita pelo seu criador Steve Niles (Criminal Macabre) e Adam Jones (guitarrista da banda Tool), com desenhos de Tom Mandrake (Espectro, Batman), ambos títulos permanecem inéditos no Brasil.
nota 6,0 [
*Se não fosse o péssimo acabamento da Mythos e o corte de texto, Arquivo X #4 poderia ser uma ótima despedida, pois os roteiros e desenhos melhoraram bastante.
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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br