[Review] X-Men Extra #9 !

[Review] X-Men Extra #9 !

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Nome Original: X-Treme X-Men #3; Exiles #3; X-Force #118 e Rogue #2

Editora/Ano: Panini, 2002 (Marvel, 2001)
Preço/ Páginas: R$6,90/ 100 páginas
Gênero: Ação/ Super-Herói
Roteiro: Chris Claremont; Judd Winick; Peter Milligan; Fiona Kai Avery
Arte: Salvador Larroca; Mike McKone; Mike Allred; Aaron Lopresti
Sinopse: Psylocke está morta, e só um milagre pode salvar o Fera. Pra piorar, o misterioso Vargas continua à solta. Quais são seus planos? Quem será a próxima vítima? Exilados: Blink e seus companheiros num dos momentos mais marcantes da carreira dos X-Men, o julgamento de Fênix! X-Force: uma complicada missão de resgaste, que pode resultar em novas baixas para a equipe. Ícones: Vampira em fuga!

X-Men Extra #9 não acrescenta muito às tramas mostradas anteriormente, mantendo o padrão das novas (e superestimadas) séries. Apesar da apelativa chamada “O Trágico Adeus de Um X-Man”, o foco da história principal é a morte de Psylocke, ocorrida em X-Men Extra #8. Nas demais séries, a Nova X-Force se destaca mais uma vez, mas não segura o tranco da revista como um todo. Exilados segura a atenção, por conta do famoso julgamento da Fênix; e a mini-série Vampira, da linha Icons, não traz nada de mais.x-men-extra-239-p-C3-A1gina-x-treme
Como de praxe, a revista se inicia com X-Treme X-Men, o “carro-chefe” entre os spin-offs, escrita pelo veterano Chris Claremont e com os desenhos do sempre consistente Salvador Larroca (Invencível Homem de Ferro). Focada em encontrarem os diários perdidos de Sina, esta nova equipe dos X-Men são capturados e massacrados por um novo vilão: Vargas. A tentativa de ser uma série “extrema” é frustrante. Na história passada mataram a Psylocke e nesta o Fera está por um fio, mas como vimos em X-Men #9, Hank está  vivo e numa outra forma (a qual não foi claramente explicada nesta edição). Mais um velório realizado (perdi as contas de quantos já foram desde que comecei a resenhar os mutantes) e os destaques ficam para os convidados de honra: Capitão Britânia e sua esposa Meggan, ambos ex-Excalibur e irmão e cunhada de Psylocke, respectivamente; e ao final, onde é retomado o foco da série, com suspeitas de envolvimento do Professor X com Vargas, na tentativa de impedirem a procura dos diários. De resto, continua a narrativa já batida do Claremont.


Para os leitores mais novos, nesta edição é mostrado um retcon da Psylocke, contando um pouco da sua origem, de sua vida como espiã e de seu relacionamento com a ex-Clube do Inferno Sábia, agora integrante dos X-Treme. Será interessante presenciar a reação do Anjo, namorado dela (ou ex, após a entrada do novo Pássaro Trovejante), quando souber da morte.x-men-extra-239-p-C3-A1gina-exilados
Em seguida, os Exilados. Escrita por Judd Winick (Lanterna Verde, Mulher-Gato) e desenhada pelo Mike McKone (Academia Vingadores), é bastante interessante e consegue aproveitar e explorar o já batido tema de viagens no tempo. Na edição anterior houve a surpreendente morte do Professor X de outra realidade e de Magnus, filho do Magneto, também de outra realidade. Sua substituição é logo feita, com a adição da Solaris, e são encaminhados para um dos mais importantes momentos dos X-Men: o julgamento da Fênix. Ao contrário do que poderíamos imaginar, nessa nova realidade eles terão que matar Jean e evitar que a Fênix devore todo o mundo. A conclusão será feita na próxima edição.


É uma série bastante “polida”, com uma narrativa e arte legal, boas sacadas, sem escorregões, mas que, pelo menos pra mim, não possui um grande atrativo. Pelo menos é superior à X-Treme X-Men, além de uma leitura bastante agradável, principalmente pelos momentos hilários do Morfo.x-men-extra-239-p-C3-A1gina-x-force
Na seqüência vem a Nova X-Force que, pra mim, é a melhor série do mix. Criada por duas mentes surreais, o resultado é incrível e se destaca entre as séries mutantes por ser, justamente, diferente. O roteiro é do Peter Milligan (Shade, Enigma) e com os desenhos e cores de Mike e Laura Allred (Art Ops, Red Rocket 7), surge uma equipe de “heróis” despreparados e egoístas, que filmam todas as suas missões com o único objetivo de fazer sucesso. Sem medo de arriscar, mortes “de verdade” já ocorreram nas duas histórias anteriores e, infelizmente, ocorre uma outra nesta história. Citando uma frase da Panini: “será que restará alguém vivo nessa equipe?”.


Desta vez, eles precisam resgatar um menino que está sendo utilizado para vários testes, ao estilo Laranja Mecânica de ser. Porém, precisam acreditar nas informações de um cara que “vende” informações, o que pode não dar certo. Além de toda a arte estilizada, a narrativa é bastante dinâmica e o destaque fica para as cenas onde apresentam os membros, em especial do Bloke, o mutante capaz de se camuflar. É a primeira vez que vejo um beijo gay numa série mutante, prova da ousadia de Milligan (lembrando que a equipe possui outros membros do “movimento”, ainda não revelados). O estranho é que, na sessão de cartas, alguns leitores demonstram não gostar dessa nova X-Force. Bom, eu já era um fan dos autores (Milligan por O Extremista e o casal Allred por Madman) e estou curtindo bastante essa série.x-men-extra-239-p-C3-A1gina-vampira
Finalizando a edição, a segunda parte (de 4) da série Vampira, da linha Icons da Marvel, responsável por (re)contar algumas origens ou momentos obscuros de certos personagens. A moça, depois de tocar (sem querer) no Professor X e ser xingada por seus colegas, logo em seus primeiros dias como X-Man, acaba correndo e se refugiando numa cidadezinha. Lá, conhece um pastor de ovelhas e se mete numa encrenca. É uma história agradável, mas sem nenhuma surpresa. O roteiro é da  Fiona Kai Avery (Aranã – Coração de Heroína, Witchblade – Obakemono), acostumada a lidar com heroínas; e arte de  Aaron Lopresti (Liga da Justiça: Geração Perdida), menos badalado na época. Infelizmente, a Panini não reproduziu a capa original numa página inteira, e sim num minúsculo quadro. Infelizmente, pois elas são da Julie Bell, brilhante pintora e esposa do badalado Boris Vallejo.


Em suma, X-Men Extra #9 mantêm o padrão das histórias anteriores, quem está gostando de determinada série continuará gostando e quem não está gostando… bem, terá que continuar lendo 🙂 Apesar de ser uma leitura agradável para fans dos mutantes, está longe de ser ótima, como foi em X-Men #9, com a estréia de Grant Morrison.

nota 6,5 [
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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br