[Especial] The Beauty Vol. 1: A DST Beleza!

[Especial] The Beauty Vol. 1: A DST Beleza!

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Arcos Principais: Sem título.
Publicação Original/ Brasil: The Beauty #1-6 (Image, 2015)/ Inédito.
Roteiro/ Arte: Jason A. Hurley e Jeremy Haun/ Jeremy Haun.

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The Beauty (A Beleza) é uma nova série da editora Image lançada em 2015 e que possui 11 edições (dois volumes), estando em hiato atualmente. Ainda inédita no Brasil, possui uma trama, no mínimo, bastante interessante e que promete. Numa sociedade moderna, uma nova DST (Doença Sexualmente Transmissível) surgiu há dois anos, capaz de alterar o corpo de quem a contrai: a pele, o cabelo, a cicatrização, tudo melhora, a pessoa fica “bela”. A doença passa a se chamar “Beleza” (Beauty), se transformando numa epidemia, já que todos querem se “contaminar”. Em dois anos, a maior parte da população adquire a Beleza e disputa lugar com os “anti-Beleza”, grupos extremistas que são contra a contaminação. Até então, os poucos efeitos colaterais vistos foram febre e tontura, mas o cenário muda quando alguns “belos” passam a entrar em combustão espontânea, virando caso de Segurança Nacional e chamando a atenção dos Agentes Foster e Vaughn. Essa é a trama principal do Vol. 1 da série, que tem um excelente começo, firmando uma nova mitologia (como bordéis de “belos” e “feios”. Neste review comento, sem spoilers, as 6 primeiras edições que compõem um arco sem título de The Beauty.

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Jason A. Hurley é o co-autor da série, um novato no mundo dos quadrinhos, sendo seu primeiro grande trabalho pra uma editora. Jeremy Haun é o desenhista e também co-autor, já com experiência no ramo, vindo de editoras como a Top Cow (The Darkness) e DC (Batwoman). Uma DST que faz as pessoas ficarem “bonitas” é exagerado e não espere por grandes explicações científicas, o leitor precisa cair na magia. Passando esse ponto, é possível aproveitar bastante a história da Beleza, que não chega a ser uma crítica ferrenha contra os conceitos de “Belo” ou o esteticamente correto de nossa sociedade, mas brinca com essas questões. O clima lembra Arquivo X, não apenas por serem dois Agentes Especiais investigando algo estranho, mas também por entrarem numa trama sobre conspirações governamentais (“Governo nega conhecimento”). Ah, a Agente Vaughn também é ruiva, assim como a Agente Scully. Pena que a HQ de Arquivo X não tem Haun desenhando.

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Nesse primeiro volume, os Agentes Foster e Vaugh (que também contraem a Beleza) passam a investigar as combustões espontâneas e descobrem que o Governo conhece o fato e pretende abafá-lo. O que era pra ser algo simples, sendo retirados do caso, eles acabam se envolvendo com um esquadrão anti-Beleza e se tornando alvos do próprio Governo, que possuem um Agente secreto sem face e mortífero: Calavera. Esse vilão aparece em poucos momentos e ganha mais destaque perto do final, mas protagoniza algumas das melhores cenas. Seu fetiche é poder tocar a pele de “belos”, geralmente garotos (as) de programa, estripando-os em seguida.

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Apesar de lidar com questões de beleza, do belo e do feio, não fica algo com muitos eufemismos ou “clean” de mais. É uma história policial, com direito a perseguições e tiroteios. A arte de Haun é muito boa e ele não esconde nada, pelo contrário, há cenas com nudez explícita e muito sangue, focando em objetos e pessoas do primeiro plano, sem se preocupar com fundos. Nessas horas vemos a importância de ter sido lançada por uma editora como Image, não sofrendo grandes censuras. Ele também assina as capas, que seguem um mesmo padrão: um pessoa morta, com a boca aberta (alusão à combustão).

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Nesse primeiro volume, o que faz a trama andar é a possível descoberta de uma cura para a Beleza (mas com efeitos colaterais), dando um gancho muito bom para o volume 2 (e por enquanto, o último). Há alguns escorregões no roteiro, como o final um pouco corrido e a Agente Brandon, que não possui a Beleza, comprando uma briga enorme para ajudar os Agentes Vaughn e Foster, além das muitas semelhanças com Arquivo X. Mas é uma ótima série, que te empolga e deixa ansioso por mais, com vários momentos “wow!”. Ainda é inédita no Brasil, mas é possível encontrá-la traduzida por fãs na internet.

nota 9,0 k

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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br