[Eu Vi] O Patinho Feio (Oscar 1940 de Curta Animado) !

[Eu Vi] O Patinho Feio (Oscar 1940 de Curta Animado) !

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Nome Original: The Ugly Duckling
Direção/ Ano: Jack Cutting, 1939
Roteiro/ Estúdio:  Jack Cutting / Walt Disney Productions
Duração: 9 minutos
Sinopse: Um ovo de cisne acaba sendo chocado no ninho de uma pata e, ao ao nascer, o pequeno é maltratado pelos outros patos por ser diferente.
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Continuando a série de especiais que reunirá os vencedores desta categoria tão obscura do Oscar, ano por ano. Leia o post [Especial] O Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação para conhecer um pouco da trajetória do prêmio pela Acadêmia  e o Índice dos Curtas para os já comentados.
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O Oscar 1940 para Curta Animado foi bastante concorrido, tendo entre os indicados obras como The Pointer (Disney), um dos primeiros vídeos mostrando Mickey com seu visual moderno e dublado pelo próprio Disney; e Paz na Terra (Peace on Earth), da Metro-Goldwyn-Mayer, sobre um mundo pós-apocalíptico povoado por animais. Porém o prêmio foi para O Patinho Feio, um remake em cores do original em preto e branco lançado em 1931. Além de ser o último curta da série Silly Symphonies da Disney, é o único a ganhar duas versões. Nesse período, o estúdio diminuiu sua produção de curtas metragens e começou a focar na criação de longas, visto o sucesso que Branca de Neve e os Sete Anões fez em 1937.

 

O Patinho Feio é um conto infantil criado por Hans Christian Andersen e publicado em 1843 na Dinamarca, com sucesso de público e crítica e ganhando diversas adaptações, sendo o curta da Disney uma das mais famosas. A história é sobre um ovo de cisne chocado por uma pata e, ao nascer, o filhote é discriminado pelos outros animais por ser diferente dos outros patos, por ser “feio”. Com o passar do tempo o patinho feio cresce e se torna um lindo cisne. Uma das diferenças entre o conto e o curta é o tempo em que o patinho demora para “se encontrar”, levando meses no original e minutos nesta versão da Disney.


É uma animação muito simpática e de fácil assimilação à qualquer pessoa, desde crianças à adultos. Não há falas, sendo reproduzidos apenas os sons das aves, quebrando a barreira da língua, e a trilha-sonora segue o bom e velho estilo da série Silly Symphonies. No início, logo quando o ovo é chocado, há uma discussão entre o Sr. e a Sr. Pata sobre a “paternidade” do filhote, fica nas entrelinhas que o pai imagina que a pata o tenha traído. Não aceito pela família, o patinho feio tenta se enturmar com outros animais, mas sempre sem sucesso.


A história passa diversas mensagens, como aceitação do diferente e de se auto-aceitar, muito indicado às crianças. Não tem como passar indiferente com as tentativas de socialização do patinho, frustradas até encontrar sua “tribo”. A animação é muito suave e finaliza a série das “Sinfonias Ingênuas” de boa maneira, após 74 curtas (1929-1939). A mudança de planos na produção de animações do estúdio é perceptível já no Oscar do ano seguinte, onde a Disney não recebe indicações, após 8 vitórias consecutivas desde o surgimento da categoria.

O legado do conto Patinho Feio se estende até hoje e este curta é um dos responsáveis por eternizar o personagem. A Dinsey é, sem dúvidas, uma das produtoras que mais adaptou contos e fábulas com sucesso, como os curtas anteriores Os Três Porquinhos, A Tartaruga e a Lebre, O Primo do Campo e Ferndinando, o Touro. Tudo isso somente na década de 1930.

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nota 8,0 u
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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br