[Review] X-Men Extra #7 !

[Review] X-Men Extra #7 !

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Nome Original:X-Treme X-Men #1; Exiles #1 e X-Force #116
Editora/Ano:Panini, 2002 (Marvel, 2001)
Preço/ Páginas: R$6,90/ 100 páginas
Gênero:Ação/ Super-Herói
Roteiro: Chris Claremont; Judd Winick; Peter Milligan
Arte: Salvador Larroca; Mike McKone; Mike Allred
Sinopse: Nova fase! Novas séries! Sete X-Men, reunidos para recuperar os diários perdidos de Sina. Ação extrema na estréia de X-Treme X-Men! X-Force: eles são mutantes, lutando para manter… a atenção da mídia! O grupo mais polêmico da atualidade! Exilados: mutantes de várias realidades, juntos para salvar não um, mas vários universos.
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X-Men Extra começou bem em sua primeira edição, trazendo a mini-série X-Men Eternamente escrita pelo Nicieza (conhece os heróis de longa data) e com a arte de Kevin Maguire (o “rei das expressões”) e, por um momento, imaginei que seria o melhor mix dos mutantes, mas não foi bem assim. Aos poucos a revista foi definhando, graças à especiais e mini-séries toscas como Sol Negro e Segurança Máxima. Apenas na última edição que as coisas deram um UP, com a volta do Ciclope.
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E a tendência é melhorar. A partir dessa edição #7 teremos em X-Men Extra três novas séries mensais, escritas e desenhadas por nomes importantes das HQs, além de dar espaço para uma 4ª história que, provavelmente, será de especiais. A primeira novidade é X-Treme X-Men, de Chris Claremont e Salvador Larroca, mostrando uma nova equipe mutante em busca dos diários perdidos de Sina. A segunda novidade é a série Exilados, escrita por Judd Winick (Arqueiro Verde e Lanterna Verde), com os desenhos de Mike McKone (Academia Vingadores, Novos Titãs), unindo mutantes de realidades paralelas com a missão de salvar outros mundos e a si mesmos. A última (e melhor) novidade é a nova X-Force, protagonizada pelos estranhos mutantes dos X-Táticos. Escrita por Peter Milligan (Skreemer, O Extremista) e com arte do Mike Allred (Madman, Red Rocket 7), prometendo muita polêmica!
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Vamos começar por X-Treme X-Men, a primeira história. Chris Claremont foi o roteirista que revigorou os mutantes na década de 1980, criando muitas sagas inesquecíveis, como a da Fênix Negra. Na década de 1990 ele deixou a revista e só voltou em 2000, mas sem o gás de antes, criando mais do mesmo. Agora que a equipe principal ficará à cargo do Grant Morrison (!), Claremont irá dirigir seu próprio spin-off, continuando com a arte de Salvador Larroca. A tempo: Tempestade reuniu Fera, Vampira, Pássaro Trovejante, Sábia, Psylocke e o Bishop na missão de encontrar os diários de Sina, capazes de revelar o futuro de toda a humanidade.
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Apesar da premissa interessante, não há nenhuma novidade. Claremont arrasta uma história básica por mais de 30 paginas. A seqüência: “herói só quer um tempo pra descansar, mas logo é atacado (do nada) e preso (para testes), pois são uma ameaça à terra” já foi contada inúmeras vezes. E é bem isso que acontece. O grupo faz uma parada na Espanha, para descansarem e, enquanto cada um pensa na vida, são atacados e reunidos numa base mega avançada do governo, pois são uma ameaça à segurança do país. É esperar pra ver se sai algo bom daí.
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O destaque fica para os novos uniformes e a recapitulada que Sábia fez sobre Mística e Sina. De resto, outra história básica dos X-Men (o que Claremont já vinha fazendo). Só pra constar: surge novos vilões e, ao final, é estampada a frase “A morte de mais um X-Man!”. Mas que merda, de novo? Lembrando que, quando ele voltou a escrever (em X-Men Premium #13), introduziu os Neos e “matou” Kitty Pride, a Lince Negra, por alguns meses…
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Em seguida temos a primeira edição de Exilados, escrita pelo controverso Judd Winick. Seis mutantes de realidades paralelas acabam parando no mesmo “lugar” e descobrem que, por algum tipo de lapso temporal, suas vidas foram totalmente mudadas e o único jeito de se salvarem é tentar reparar a realidade de outros mundos. Entre a equipe estão a criadora de portais Blink; o filho de Magneto com Vampira, Magnus; a filha de Noturno, a Nocturna; e o Mímico. Claro que todos com origens diferentes. O destaque fica para o engraçado transmorfo “Morfo”, cheio de caras e bocas e rende alguns dos melhores momentos da revista. Humor é a palavra chave dessa e da série seguinte.
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Detesto realidades paralelas, mas até que simpatizei com Exilados, que no início lembra um desses realitie shows, com todos os participantes se conhecendo. E quando pensamos que a história vai tomar o caminho mais óbvio (na cena do Professor X) temos uma interessante reviravolta, ponto para o roteirista! Falando nele, Winick é conhecido por incluir assuntos que tratam da homossexualidade e HIV, como em seus trabalhos na série do Lanterna Verde, incluindo um personagem gay e retratando a homofobia, como também no premiado álbum Pedro And Me, onde conta sua amizade com um soro positivo, ainda inédita por aqui. Resta esperar pra ver se ele irá incluir esses temas também em Exilados, o que não considero ruim. A arte é do Mike McKone (Academia Vingadores, Novos Titãs), com destaque para as expressões dos personagens e a “não-composição” dos cenários.
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Finalizando, a apresentação da nova X-Force (que no futuro se torna os X-Táticos). Além de criada por dois dos meus artistas preferidos e num estilo que adoro, ela foi a série mais alternativa dos mutantes na época, como também polêmica. Escrita pelo surreal Peter Milligan, um dos veteranos da Vertigo, responsável por séries como O Extremista, Alvo Humano e Shade, O Homem Mutável, essa equipe renova todo o cenário dos X-Men. Os protagonistas são jovens heróis imaturos, alcoolizados e politicamente incorretos que só almejam o sucesso, acompanhados de uma criatura que carrega uma câmera pra cima e pra baixo, filmando as atividades do grupo e mandando pra mídia.
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Esses mutantes “estranhos” se autodenominam a X-Force (nome já utilizado pela equipe formada por Dominó, Míssil, Dinamite, Cable e companhia) e partem para uma missão cujo objetivo é salvar os Badstreet Boys (sim, é uma paródia), que foram seqüestrados. Para aumentar o hype, um dos membros (o “tímido que cria as letras”) já foi assassinado. Os poderes são os mais estranhos possíveis, como vômito e suor ácido e outros que utilizam de estados físicos diferentes, como estar bêbado e dormir. Deu pra perceber que essa nova série é focada na cultura pop e surrealismo e, se continuar assim, já ganhou um fan! Destaque para a primeira e última cena, definitivamente um BOOM na cara do leitor.
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E para combinar com a história, os desenhos são de Mike Allred, o criador de Madman, com as cores de sua esposa, Laura Allred. Seu estilo é inconfundível, abusando de referências da época de Ouro das HQs. Particularmente, adoro essa arte old-fashion e as cores psicodélicas de Laura, além da “ousadia” de algumas cenas (afinal de contas, continua sendo uma HQ de super-heróis).
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A nova X-Force foi a melhor história de X-Men Extra #7, mas infelizmente não segura as baixas de X-Treme X-Men. Como são três séries novas, é esperar pra ver se melhoram. Uma delas tem tudo pra agradar, pelo menos pra mim hehe. A Panini continua com o acabamento em capa cartão e papel de qualidade, só derrapou na capa, que ficou bem desbotada e em não incluir as capas originais em tamanho grande. Na sessão de cartas é comentado sobre a péssima fase do Cable na revista principal e dos poderes do Sr. Sinistro e do Apocalipse, dois malas. Na próxima edição teremos a inclusão de uma mini-série da Vampira.
nota 8,0 i
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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br