[Especial] Detective Comics Rebirth: Utopia e Distopia!

[Especial] Detective Comics Rebirth: Utopia e Distopia!

Arcos Principais: Utopia e Distopia (Utopia e Dystopia).
Publicação Original/ Brasil: Detective Comics #963-964 (DC, 2017)/ Inédito.
Roteiro/ Arte: James Tynion IV e Christopher Sebela/ Carmen Nunez Carnero.

No arco anterior vimos que a Steph, ex-Salteadora, agora atende pelo nome de Spoiler, agindo nas sombras de Gotham e lutando em nome da liberdade das pessoas. Ela entrou para o coro que acredita que o Batman mais prejudica do que ajuda a cidade. Agora, nessas duas histórias chamadas Utopia e Distopia (edições #963-964), vemos a Spoiler se unindo ao Anarquia e conhecendo uma cidade escondida nos túneis abandonados de Gotham, enquanto o Cara de Barro é levado aos limites pela Dra. October na Cidade Monstro. Review especial com alguns spoilers.

UTOPIA

A edição começa com um flashback, a antiga Salteadora com o Robin Vermelho, dado como morto, em como eles planejavam salvar o mundo, em como eram sonhadores. De volta ao presente, ela vem se encontrando com o enigmático Anarquia, comprando sua ideia de um mundo sem lei. Ela acaba conhecendo Utopia, uma cidade escondida nos túneis abandonados de Gotham, os mesmos túneis onde o Robin planejava seus equipamentos. O roteiro continua do James Tynion IV, mas com os textos de Christopher Sebela (Injustice: Ground Zero). Os desenhos ficaram por conta de Carmen Nunez Carnero (Dragon Age: Magekiller), que mantém a qualidade do título e com destaque para as formas do Basil. Há vários pontos interessantes, como o jogo de palavras em torno de Utopia (sociedade ideal e justa), Anarquismo (sociedade livre do Estado) e Distopia (sociedade oprimida), e em como podemos associar esses conceitos com a própria Gotham e sua relação com os vilões e vigilantes. Um outro ponto é que o Anarquia era o filho do Coringa e antigo vilão do Morcego, mas que ainda não sabemos como ficou sua história nesse Rebirth. Um pouco acima de Utopia, está a Cidade Monstro, o lugar que foi palco da guerra entre o Batman e os Homens-Monstro. A Dra. October vem estudando a carcaça das criaturas e suas bactérias gigantes com o apoio do Cara de Barro.

DISTOPIA

Desde o início eu achei que a inclusão do Cara de Barro como herói foi uma das melhores coisas que aconteceram nesse Rebirth em relação ao Universo do Morcego. Ele é um personagem complexo e que vem ganhando cada vez mais profundidade. Recentemente ele recebeu um bracelete da Dra. October que era capaz de mantê-lo tanto na forma de barro quanto na humana, mas com o perigo de uma acabar prejudicando a outra. Nessas missões de capturar as bactérias dos monstros, a médica precisa que Basil fique o maior tempo possível na forma de barro, para que ela consiga pegar melhores análises do funcionamento do seu corpo. Só que quanto mais tempo ele fica assim, menos controle ele possui e maiores são as chances de seu cérebro virar lama. E desde o início eu também estava esperando pelo momento em que ele se descontrolasse e causasse um auê na equipe, algo que vem sendo prometido há tempos. Bom, em Distopia temos um pouco disso. Não chega a ser o que eu imaginava (e realmente espero que isso seja retomado mais pra frente), mas já é um indício do que pode acontecer com ele, de como ele pode ficar violento e destruir tudo.

Ainda sobre o Cara de Barro, reforçando como é um personagem interessante, tem uma cena em que ele visitar a Cara de Lama no Arkham, sua antiga colega de estúdio, que foi atacada por ele e sufocada pela química, ganhando a forma de lama, mas sem poder controlar. Basil está feliz e comenta sobre o bracelete que pode curá-los. Mas ela, que veio do Sindicato da Vítima, não aceita a notícia com bom humor. Mesmo gostando dele, não o perdoa, fazendo-o se sentir culpado. Falando em Sindicato da Vítima e vilões, o Batman também surge na história, investigando o paradeiro da Stephanie e chegando na tal Utopia, descobrindo que o Anarquia é muito mais que um simples fora da lei com boas intenções. Utopia e Distopia são bem curtinhas, com o núcleo da Spoiler pouco aprofundado e um desfecho que ninguém se importa tanto. Teria sido melhor focar no Cara de Barro, que traz um drama bem mais interessante, que poderia protagonizar essas duas edições e render uma trama cinco estrelas. Mas continuam mantendo a média da série, colocando Detective Comics como uma das revistas mais consistentes desse Rebirth.

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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br