[Especial] Detective Comics Rebirth: Inteligência!

[Especial] Detective Comics Rebirth: Inteligência!

Arcos Principais: Inteligência (Intelligence).
Publicação Original/ Brasil: Detective Comics #957-962 (DC, 2017)/ Inédito.
Roteiro/ Arte: James Tynion IV/ Alvaro Martinez.

A edição #957 de Detective Comics trouxe a história “A Ira de Spoiler“, mostrando o paradeiro da Salteadora, no que ela virou depois de se rebelar e largar a equipe em O Sindicato da Vítima. Já na edição seguinte começa o arco em 5 partes “Inteligência” (#958-962), marcando a estréia do vilão Ascalon, uma nova armadura hospedeira da Ordem de São Dumas, que o Azrael pertencia. Uma história sangrenta com participação especial da Zatanna e, como de costume em Detective Comics, muito boa. Review com poucos spoilers!

A IRA DE SPOILER

Quando você começa a acompanhar as séries relacionadas ao Batman, você percebe alguns padrões. Um deles é o discurso de que Gotham não precisa do Morcego, que ele faz mais mal que bem. No próprio arco do Sindicato, todos os vilões culpam o herói por estarem onde estão. E nessa história curta, a Salteadora surge com um novo codinome: Spoiler; retomando esse discurso. A narrativa é bem interessante e a coloca como uma “heroína às escondidas“. Ela não acredita mais em super-heróis e na presença do Batman como salvador de Gotham. Na verdade ela pensa totalmente o oposto, que a cidade não precisa mais dele e que, por conta dele, que vemos os vilões loucos e todas as catástrofes. Que os policiais precisam fazer o seu trabalho. E assim ela age às escondidas, meio que resolvendo pequenos problemas, mas dando a entender que foi a polícia de Gotham que solucionou, aumentando sua auto-estima. É legal pois foge um pouco do “deixa a cidade queimar“, com ela, apesar de novo visual e nome, ainda continuando do lado dos mocinhos.

INTELIGÊNCIA

O arco começa com Nomoz, um integrante da Ordem de São Dumas e que ajudou no treinamento do Azrael no passado, pedindo socorro e estando muito ferido, avisando que há algo errado na Ordem e que todos os membros estão sendo perseguidos. Descobrimos que há um novo Azrael, na realidade! Quer dizer, uma nova “armadura inteligente” que é a principal entidade invocada pela Ordem, mais forte que o próprio Jean Paul, que se distanciou um pouco. Enquanto isso, o Batman foi até o Cassino do Pinguim num plano para encontrar a Zatanna e rendendo, claro, muita porradaria e confusão. Outro ponto interessante de se comentar, sobre esses padrões, são as mulheres que adoram conversar com o Morcego em cima de um telhado. Como ele ficou deitando e rolando com a Mulher-Gato.

Seguimos, então, em duas frentes: uma com Zatanna e a esfera Gnosis do conhecimento; e outra com o mistério por trás do novo Azrael, chamado Ascalon. Há uma cena muito boa em que o Ascalon encontra e se vê no Jean Paul, entrando num paradoxo, sem saber o que realmente está acontecendo, se perguntando quem é, já que há um “igual” a ele na sua frente. Num outro momento, o Azrael tem um pesadelo em que surge um Anjo, mas não algo angelical que estamos acostumados, mas algo visceral, quase demoníaco, como os anjos que surgem em Bayonetta. Excelente! Já a Zatanna e o Batman discutem sobre a esfera do conhecimento, que ela havia mostrado pra ele na adolescência, numa brincadeira. Na época, o pai da Zatanna não gostou e, por ser um artefato muito perigoso, apagou essa lembrança da cabeça do Bruce. Mas como recentemente ele “renasceu”, meio que essas lembranças voltaram.

Um outro ponto importante é uma citação ao “Metal“, clara referência à nova saga Dark Nights: Metal (já comentei o prelúdio Dark Days). Ascalon é o vilão principal, conseguindo dar uma coça em boa parte da equipe, como a Batwoman e a Órfã, e até acessando algumas das armaduras do Batwing. Ele se mostra um oponente e tanto, enfrentando o Azrael numa boa sequência envolvendo traumas e egos contidos e repartidos. Esses embates de cunho mais “moral” são o destaque do arco, mas as vezes se perdem em meio à pirotecnia de armaduras que já estamos acostumados. A última edição acrescenta vários plot-twists, tanto envolvendo a Gnosis quanto dando outras pistas do evento maior que cobre esse Rebirth, envolvendo o Dr. Manhattan. Um arco divertido e que mantém a qualidade da Detective Comics.

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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br