[Review] Ícones X-Men: Noturno #1 e #2 !

[Review] Ícones X-Men: Noturno #1 e #2 !

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Nome Original: Nightcrawler #1 à #4
Editora/Ano: Panini, 2003 (Marvel, 2002)
Preço/ Páginas: R$3,50/ 52 páginas cada
Gênero: Ação/ Super-Herói
Roteiro: Chris Kipiniak
Arte: Matthew Smith
Sinopse: Mutante. Sacerdote. Herói. O mais sombrio integrante dos X-Men, Kurt busca conforto espiritual com um velho amigo e esbarra numa rede de tráfico de escravos. Na luta para libertá-los, o mutante alemão terá de usar todos os seus talentos e travar uma batalha interna de fé e força em defesa de um direito primordial do ser humano: a liberdade!
***

Entre 2001 e 2003 a Marvel lançou o selo “Ícones X-Men”, composto por cinco mini-séries de 4 edições cada protagonizadas por um determinado mutante: Vampira, Ciclope, Câmara, Homem de Gelo e Noturno. Os três primeiros a Panini publicou no mix de X-Men Extra (edições #8, #12 e #16, respectivamente). Já para a série de Kurt Wagner e Bobby Drake, ela preferiu lança-las individualmente no formato “econômico” (menor que o americano) divididas em duas partes cada uma.

O roteiro de Ícones X-Men: Noturno é de Chris Kipiniak (Homem-Aranha) e explora o lado religioso do personagem, além de caminhar por alguns temas mais “incomuns” como prostituição e tráfico. Durante esse período Kurt estava em dúvida se prosseguia com sua carreira nos X-Men ou se destinava sua vida ao sacerdócio para, enfim, se tornar padre. Aqui, ele divide esse problema com seu superior, o padre Whitney, porém uma situação inesperada coloca em teste essa vocação. Kim, uma tailandesa que trabalha como escrava para uma executiva (em troca de proteção por ser uma imigrante ilegal nos EUA) foge de sua “dona” e se refugia na Igreja, pedindo ajuda, porém sem o envolvimento da polícia.

icones-x-men-noturno-231-p-C3-A1gina-1Oleg é o chefão de uma máfia que trafica imigrantes ilegais, explorando-os de diversas formas em troca de uma pseudo-proteção. Ele descobre sobre Kim e o esconderijo, iniciando sua caçada, sem se preocupar com quem estiver no caminho. O tom mais “sério” da história é um dos destaques, principalmente por envolver um tema que sempre está em alta nos EUA (imigração) com uma leve crítica à leis americanas que pode encobrir exploração e escravização de pessoas. O padre Whitney pode ser considerado um cidadão cansado de ver tais injustiças e que largou de mão em tentar fazer algo para melhorar, pois não vê solução imediata para o problema, preferindo aconselhar Noturno em rezar ao utilizar seus dons. Dentre as duas ediçãos, a segunda é a melhor; além de incluir uma prostituta que fica entre cooperar com seu “dono” e ajudar Kurt a acabar com o tráfico, as sequências de teleporte são ótimas.

icones-x-men-noturno-232-p-C3-A1gina-1Os desenhos são de Matt Smith (2000AD) com arte finalização de Mark Morales (X-Force). Iinfelizmente, a arte não combina com a temática proposta por Kipiniak, pois se assemelha à uma animação e deixa a história “suave”, porém não tira o crédito de ser bonita e com ótimas sequencias de ação, como o já citado teleporte do Noturno. O destaque fica por conta das cores do estúdio Hi-Fi Design, principalmente nas páginas com o mesmo tom e na fumaça gerada pelo mutante. É o mesmo estúdio responsável pelas cores da série Fabulosos X-Men (publicada no mix X-Men) o que torna, inclusive, a arte de ambas séries muito semelhantes, apesar dos desenhistas diferentes.

No geral, Ícones X-Men: Noturno vale a leitura e ganha ponto por ter sido lançado em formato diferenciado pela Panini (que poderia ter feito o mesmo com as demais séries do selo Ícones). O acabamento é em papel couche e LWC, traz as capas originais reproduzidas no miolo e, apesar de ser menor que o formato americano, não prejudica a qualidade dos traços.

nota 7,5 0

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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br