[Review] X-Men Extra #3 !

[Review] X-Men Extra #3 !

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Nome Original: Maximum Security: Dangerous Planet; Maximum Security #1 e #2
Editora/Ano:Panini, 2002 (Marvel, 2000)
Preço/ Páginas: R$6,90/ 100 páginas
Gênero:Ação/ Super-Herói
Roteiro: Kurt Busiek
Arte: Jerry Ordway
Sinopse: Cansado da interferência da raça humana em assuntos cósmicos, o Conselho Intergaláctico decide transformar a Terra numa prisão para os mais perigosos criminosos das oito galáxias. Agora, os heróis terrestres terão de se unir para enfrentar e derrotar não só a pior corja do universo, mas também os mais poderosos impérios espaciais! Uma eletrizante saga cósmica, produzida por Kurt Busiek e Jerry Ordway.
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X-Men Extra consegue ser, pelo menos nesse início de carreira, superior a revista “principal” dos mutantes no Brasil, a X-Men. Mas isso não significa muita coisa, pois as histórias de Claremont na equipe principal estão insossas, assim como as do Wolverine são repetitivas e sem contar nas viagens no tempo do Cable e Bishop. Sendo assim, não é muito difícil superara-las. O que acontece é que X-Men Extra é mais “enxuta”. Na primeira ediçãohouve a mini-série X-Men Eternamente, já na segunda houve a continuação e algumas edições de X-Men Unlimited. Essa “continuidade” das histórias deixa a revista menos dispersa.
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Nessa terceira edição temos o início da série Segurança Máxima, com o especial Um Planeta Muito Perigoso seguido das duas primeiras edições (de três) da série homônima, sendo melhor explicado os eventos mostrados em X-Men #3. Já comentei que detesto viagens no tempo e realidades paralelas em revistas de heróis, porque quase sempre só servem pra complicar, mas as sagas cósmicas também são, geralmente, um pé no saco.
 
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Resumindo: o Conselho Intergaláctico, liderado por Lilandra, chegou a conclusão que a Terra é uma ameaça ao equilíbrio espacial, pois sempre se intrometem no que não lhe diz respeito, além de hostis, lembrando de casos como da Fênix Negra. Para não serem tão radicais a ponto de eliminarem o planeta, decidiram tornar a Terra uma “prisão”, enviando todos os criminosos espaciais para cá, deixando tudo num caos. Por se tratar de um evento global, temos o apoio dos demais heróis Marvel, em especial os Vingadores, que estrelam essa edição.
 
O argumento não é ruim, até porque os humanos já se meteram em grande cagadas cósmicas, mas também já ajudaram bastante as outras raças. Mas estender o assunto por 100 páginas (e ainda continua na próxima revista) já é demais. A história não empolga o leitor e nem consegue ter credibilidade, mesmo envolvendo grande parte dos personagens da editora. Uma frase dita pelo Agente Americano para os Vingadores  resume o que esperamos da conclusão desse arco: “Sabem o que vai acontecer? Vai aparecer uma princesinha alienígena de coração partido por trás de tudo, ou algum tirano com uma historinha triste e vocês vão se derreter como sempre!”. 
 
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Tirando esse momento do Agente Americano, o restante de sua participação só deixa a história com menos credibilidade ainda. Ele foi resignado à combater os criminosos super humanos para o governo e decidi “liderar” os Vingadores na missão contra os aliens, mesmo tomando patada de todo lado. Lilandra também banca a Rainha Padmé Amidala e as cenas do Conselho parecem terem saído de uma versão B de Star Wars. Além de definir o futuro da humanidade, a Majestrix precisa enfrentar uma outra ameça: o planeta vivo Ego. O vilão protagoniza boa parte de Planeta Muito Perigoso e, quando pensamos que foi detido, não é que ele volta? Ego também é enviado à Terra-Prisão, num hospedeiro, e começa a ganhar forma, se atando ao chão e crescendo cada vez mais. Caso os heróis não o impeçam, a Terra pode se tornar um “planeta vivo”.
 
O roteiro é do Kurt Busiek (Marvels I e II) com os desenhos de Jerry Ordway (Crise nas Infinitas Terras). São dois artistas que já criaram ótimos títulos, mas não foram muito felizes em Segurança Máxima, pelo menos até agora. A arte é competente, com as cores de Jason Wright (Novos Titãs), mas por algum motivo me lembra a arte que víamos nos formatinhos.
 
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O acabamento da Panini continua ótimo, com capa cartão e papel de qualidade, além das novidades sobre os mutantes. Na sessão de cartas, uma questão levantada por um leitor me chamou a atenção. Ele comenta sobre a má fase que os X-Men estavam passando e seria uma boa ideia “pular” essas edições, indo direto para X-Treme X-Men e a fase com o Grant Morrison, que serão as próximas. Particularmente, estou bem ansioso para ler as histórias do Morrison, até porque ele foi um dos principais motivos para que eu retrocedesse em mais de 10 anos de publicação para acompanhar os mutantes.
 
Mas é complicado pular edições em séries de heróis, pois é lançado pencas de revistas por mês e geralmente com conteúdo interligado, sendo necessário lermos um material de qualidade duvidosa, infelizmente, para conseguir entender tudo. Outro ponto que ele falou é sobre Kitty Pride, ninguém lembra que ela ficou no espaço? Não se sabe se morreu ou não, mas a equipe não parece se preocupar muito.
nota 6,0 7
*Fica a expectativa (novamente) das histórias melhorarem.
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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br