[Especial] Vingadores - Arena Vol. 3: Fase do Chefão!

[Especial] Vingadores – Arena Vol. 3: Fase do Chefão!

Arcos Principais: Fase do Chefão (Boss Level).
Publicação Original/ Brasil: Avengers Arena #13-18 (Marvel, 2013)/ Avante, Vingadores! #15-18 (Panini, 2015).
Roteiro/ Arte: Dennis Hopeless/ Kevin Walker, Karl Moline, Jason Gorder.

Gostei muito dos dois primeiros arcos de Vingadores – Arena: Matar ou Morrer e Hora do Jogo. Foi uma grata surpresa, tanto pela violência explícita quanto às cenas de ação e situações inesperadas, fugindo da feijoada de super-heróis que estamos acostumados. Alguns personagens novos, criados especialmente para a série, também me cativaram. Chegando nesse terceiro e último arco, a história se expande e mostra como os outros heróis estão lidando com a ausência dos adolescentes, mas termina da maneira um tanto apressada. Review especial com spoilers!

FASE DO CHEFÃO

Pelo nível de violência e a quantidade de mortes, muitos leitores imaginavam (ou queriam pensar assim), que os eventos na Arena não eram válidos para o Universo Marvel, sendo algo mais paralelo. Mas logo no início desse último arco, temos a Molly Hayes dos Fugitivos indo falar com Hank Pym sobre o sumiço de Nico e Chase. O vingador começa a investigar, apesar de não ser levado a serio pelos outros colegas, afinal de contas, são apenas adolescentes rebeldes fugindo por aí. Ele percebe que o Vigoroso e a Radiação também sumiram na mesma época, assim como alguns alunos da Academia Braddock. Talvez seja a primeira vez que vemos essa visão de fora da Arena na série. Porém o Arcade pensou em tudo, inclusive criando robôs-clones dos participantes, que saem na cidade e postam fotos na internet, pra provar que “está tudo bem”.

Enquanto isso, dentro da Arena, a X-23 inala o gás do gatilho outra vez e começa a tacar o terror na Ilha, quase fatiando a Radiação e indo pra cima de geral. Essa edição #14 é interessante por mostrar o passado do Cullen Bloodstone, de como acompanhava seu pai nas missões contra os monstros e acabou preso numa outra dimensão por anos, guardando uma besta devoradora de almas dentro de si. Mesmo quando foi libertado de lá, Cullen precisa usar um anel especial para controlar a besta interior. Mas vendo a X-23 vindo com tudo e o Anacronismo em perigo, sua paixão platônica, ele tira o anel e se transforma numa fera enorme e praticamente tenta devorar a mutante. Praticamente cobrindo um santo e descobrindo outro, porque ele fica descontrolado e agora todos precisam tentar encontrar o anel e colocar nele novamente. Ver a névoa laranja do medo tomando a Ilha e geral apavorado não tem preço! Nara protagoniza uma ótima cena: ela joga a real na cara do Anacronismo, dizendo que gosta dele, assim como o Cullen, mergulhando no mar e encontrando o anel. Ela mesma se aproxima da besta verde e encosta o anel, destransformando-o, mas sem antes levar um golpe final. Foi triste, porque ela provou ser uma heroína, mesmo depois de tantas brigas, com um ato heroico em nome da equipe e do seu amor. Ela também foi uma das personagens que mais gostei.

Importante lembrar que o prazo de 30 dias do Arcade está quase no fim, com os participantes tendo apenas algumas horas para vencer o jogo (ou seja, sobrar apenas um sobrevivente) ou tentarem matar o Arcade (que está quase impossível), caso contrário todos serão mortos. Isso, junto da morte da Nara, leva a adrenalina de geral às alturas. Um Anacronismo furioso dá uma machadada no Bloodstone e na X-23, Cammi tenta defender e tudo vira uma bagunça. A X-23 continua seu ataque à Radiação numa sequência excelente, com o Réptil tentando defendê-la. Nico deixa de ser sonsa e só pensa em sobreviver, pegando o Cullen pelo braço e voando pra longe, a fim de matá-lo. A Cammi arranca o amuleto do Falcão do Chase e se transforma na nova Falcão de Aço, indo atrás da Nico. E por aí vai. Só no QG do Arcade, que a Katy retoma o controle de Ápice e tenta manipular a Death Locket, fica enlouquecida e solta todas as armadilhas da Ilha em cima da galera, quando fica pensando em como o mundo agiria ao ver as filmagens da Arena. Ela seria taxada de vilã ou não? Felizmente, a Death Locket consegue se livrar do controle dela e, no desespero pra sobreviver, finalmente mata a/o Ápice!

Tudo caminha pra um final explosivo, literalmente: a Radiação, que vinha sofrendo com os vazamentos do seu corpo, se transforma numa bomba nuclear viva! O Réptil consegue pegá-la a tempo e mergulha no mar, quando ela explode. Outra cena muito boa, mas mais um personagem que gostei bastante e que acaba morrendo. Apesar de vários destaques, não sei se gostei muito de como a história terminou. Essa bagunça nas últimas edições foi muito corrida, tudo foi meio apressado ao final. A Radiação sobrevive à sua própria explosão, saindo da água, a tempo de serem salvos pelos Vingadores. Os participantes sobreviventes são resgatados, com as notícias começando a aparecer na mídia. Um ponto interessante, mas ao mesmo tempo Deux Ex Machina, é a Cammi conversando com os outros sobre como eles vão encarar isso daqui pra frente, de como irão “editar” a verdadeira história, pra não vazar o que realmente aconteceu ali, das tentativas de assassinato. Interessante porque eles não querem ser vistos como adolescentes insanos que mataram um ao outro, mas também uma forma de não levar isso muito adiante de maneira geral no Universo Marvel. Kevin Walker continuou como desenhista principal nesse último arco, mas dividindo algumas edições com Karl Moline e Jason Gorder. Visualmente, a série trouxe cenas muito boas e impactantes, como o vazamento da Radiação nesse final. E mesmo dando uma corridinha pra terminar, o roteirista Dennis Hopeless também segurou bem as pontas e conseguiu desenvolver quase todos os participantes. Nas últimas cenas, o Arcade aparece upando videos da Arena no Youtube, vazando a verdadeira história e dando fôlego pra continuação Vingadores Infiltrados (Avengers Undercover), série que durou 10 edições e que saiu logo em seguida, trazendo essa mesma equipe criativa e com os participantes sobreviventes lidando com sua nova vida.

Resumindo o placar final, dos 16 participantes da Arena Vingadores, 9 sobreviveram: Nico e Chase dos Fugitivos; Radiação da Academia Vingadores; Anacronismo e Bloodstone da Academia Bradoock; além de Cammi, X-23, Death Locket e Falcão de Aço. Algumas mortes foram de personagens até importantes, como o Juston e sua Sentinela, que chegaram a ter série própria nos anos 2000. Mas como nesse universo de super-heróis nada morre pra sempre, descobrimos que personagens como o Réptil não morreram de vez na Arena.

 

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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br