[Especial] Vingadores - Arena Vol. 2: Hora do Jogo!

[Especial] Vingadores – Arena Vol. 2: Hora do Jogo!

Arcos Principais: Hora do Jogo (Game On).
Publicação Original/ Brasil: Avengers Arena #7-12 (Marvel, 2013)/ Avante, Vingadores! #8-11 (Panini, 2014).
Roteiro/ Arte: Dennis Hopeless/ Alessandro Vitti, Kevin Walker.

Gostei muito do primeiro arco de Vingadores – Arena. Apesar da história pegar carona no formato dos Jogos Vorazes, é uma HQ que mostra o lado B dos super-heróis, com mortes, sangue, violência e situações inesperadas que tornam a trama muito mais envolvente, fugindo daquela velha história de vilão bonzinho ou do herói cheio de moralismo. A primeira edição, com a morte chocante do Vigoroso, já deixou claro à que veio o título. E esse segundo arco (#7-12) não fica pra trás, mostrando logo no início como o Arcade planejou seu jogo e mais baixas aos jogadores, além de uma sequência fantástica envolvendo a Nico perto do final. Review especial com spoilers, porque não podia deixar de comentar essa cena!

HORA DO JOGO

A edição #7 é um flashback, mostrando o Arcade dando uma festa para vilões de segundo escalão, mas sendo ridicularizado pelos mesmos. Ele pede à sua própria secretária para tentar matá-lo durante toda a festa, pensando que escaparia de todas as tentativas. Mas numa delas, acaba gravemente ferido. No hospital, ela dá de presente um livro sobre um certo jogo numa ilha, o que o leva a criar a ideia da Arena Vingadores. É um início legal, contextualizando melhor a criação do cenário, apresentando a secretária (que também é dura na queda), além de uma briga muito boa entre o Arcade e o Constritor. A partir da edição #8 já voltamos à programação normal, com as consequências da morte do Kid Bretão pelo Anacronismo. Com a Ápice desmascarada, ela sequestra a Death Locket e foge, caindo na neve e, ao levantar, surgir numa forma masculina. É aqui que o jogo vira, descobrimos que a Ápice é, na verdade, dois irmãos gêmeos em um só corpo, sendo Katy má e ele, Tim, bom. Seus poderes de controlar tecnologia a ajudaram a manipular todo mundo. Enquanto isso, a X-23 descobre que Juston continua vivo, mas paralítico, e  os dois (mais a Sentinela) partem em direção ao grupo. Aqui ocorre uma cena bem interessante, quando o Tim utiliza seus poderes pra desligar a Sentinela, parar o Boca Dura em sua forma de Falcão de Aço e ainda a própria Death Locket, explicando a situação de sua gêmea.

Com essa surpresa, o grupo se reúne pra decidirem se vale a pena manter o/a Ápice ainda com eles, enquanto está em sua forma de Tim. Ou se seria perigoso demais, devendo matá-la (o). Nara, Juston e Boca Dura votam pela morte, mas acabam perdendo. A equipe acorda de vigiarem sua presença, sendo a Nico a primeira a fazer isso, enquanto os demais dormem. Na edição #10, por um descuido, a Katy volta a dominar o corpo e, controlando a Death Locket, a Sentinela e o Falcão de Aço, começa a botar geral pra correr! Essa edição é muito boa! Principalmente pelo protagonismo da Nico, que teleporta todos os outros pra um lugar seguro e enfrenta a Ápice sozinha. E numa cena que ninguém esperava, o Falcão corta o braço dela e a empurra do penhasco. Lá embaixo, ela se arrasta em direção ao seu cajado, deixando um rastro de sangue pra trás, com um osso da perna exposto, um braço arrancado e, quando chega no cajado, o agarra com a outra mão e morre. Uma sequência foda demais!

A edição #11 foca no Réptil e na Radiação, que haviam fugido da X-23 enlouquecida. Os dois foram parar numa praia e passaram todos esses dias bastante sossegados. A própria Radiação pensou que ficaria assim pro resto da vida, mas são surpreendidos com a chegada de Nara e cia., teleportados pra lá. Uma outra edição bem interessante, principalmente pelo embate que o Réptil tem com a Radiação, culminando nela finalmente chorando a morte do Vigoroso, seu namorado, e jurando vingança. Sangue no olho! Comentei no primeiro arco que ela foi uma das personagens que mais gostei, junto do Réptil, então é bom vê-los novamente no jogo.

Nessa altura do campeonato, já temos 5 baixas: Kid Bretão, Vigoroso, Juston, Corvo Vermelho e a Nico. Ápice, muito louca e insana, utilizando do Falcão de Aço e da Death Locket, sai queimando toda a ilha. Eis que temos mais um momento surpresa: Nico tem seu corpo restaurado (e melhorado) pelo poder do cajado, que funciona através de sangue e sacrifício. E tem sacrifício maior que a própria morte, toda ensanguentada, naquela cena que comentei? Uma puta reviravolta. Nesse momento, já na última edição do arco, que também descobrimos que o Arcade está observando tudo de sua sala. A Nico, enfurecida pela situação, desmonta o braço mecânico da Death Locket, transforma o Falcão de Aço de volta em Boca Dura e, numa luta sangrenta final, dá um coice mágico e mata a Ápice! Um segundo arco muito bom, recheado de ótimas cenas de ação, com um Irmã Grimm protagonista de uma sequência sensacional, além de outras situações não-violentas também interessantes, como a catarse da Radiação.  Os leitores de estomago fraco provavelmente não vão curtir. O final, entretanto, fiquei com um pé atrás: o “sistema” entende que a Ápice e Death Locket morreram, levando-as pro lugar de “descarte”. Porém a garotinha está viva, só que sem o braço mecânico, e descobre que, nesse lugar, aparentemente estão recriando os jogadores mortos. Será que teremos um “todos X todos“?

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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br