[Especial] Esquadrão Supremo: Procurando Namor!

[Especial] Esquadrão Supremo: Procurando Namor!

Arcos Principais: Procurando Namor (Finding Namor).
Publicação Original/ Brasil: Squadron Supreme #10-15 (Marvel, 2016)/ Inédito.
Roteiro/ Arte: James Robinson/ Leonard Kirk.

A série Esquadrão Supremo começou com uma premissa interessante: uma equipe formada por heróis de diferentes realidades, todas destruídas de alguma maneira, caindo na Terra 616 e prometendo defendê-la a todo custo, já que é o único lugar que possuem. A ideia era seguir um modelo a lá The Authority, com atitudes extremas e violentas. O primeiro arco, Por Qualquer Meio Necessário, começou já numa voadora: o Esquadrão assassinando o Namor, arrancando sua cabeça fora. Mas foi decaindo, com o segundo arco intitulado Guerra Civil II, mas com pouca influência do evento homônimo e uma trama chata. Felizmente ou infelizmente, a série foi encerrada em sua edição #15, finalizando este terceiro arco chamado Procurando Namor, meio que corrigindo os “problemas” que eles mesmos causaram, resultando num final ruim. Review especial com alguns spoilers.

PROCURANDO NAMOR

No review do arco anterior eu reclamei que o Blur entrou mudo e saiu calado, sem nenhuma relevância em 4 edições. O roteirista tentou contornar isso e deu um espaço maior a ele nesse arco. Já na edição #10 ele aparece, junto com toda a equipe, e está bem falante, com maior destaque. Mesmo assim, não chega a ser tão empolgante. O desenrolar da trama se dá quando Zarda (a Princesa Guerreira) surge no QG do Esquadrão, avisando sobre sua contraparte (a Mulher Guerreira), que está em Alambra, controlando uma facção alienígena chamada Miríade. A chegada de Zarda é bem “oi, cheguei, aconteceu isso, vamos lá“. Meio artificial. A Mulher Guerreira e seu novo parceiro, o mago Mordred, acreditam que só poderão comandar o mundo, assim o livrando de todas as calamidades, se trazerem o Namor de volta a vida. Há uma mistura com o que estava acontecendo na época no Universo Marvel: a Guerra Civil II. Como o Esquadrão esbarrar com o Marvel Azul. E Mulher Guerreira e Mordred tentando usar uma máquina do tempo criada pelo Sr. Fantástico.

Só aí já são várias situações bizarras e difíceis de engolir. Primeiro na banalidade da morte. Já sabemos que ninguém morre por definitivo na Marvel ou DC, mas usar de uma artimanha de voltar no tempo e trazer a pessoa de volta, como se fosse uma ida ao banheiro, é muito trash. Acontece que a Mulher Guerreira e Mordred são recebidos pela SHIELD e pelo Homem-Aranha, assim como o Esquadrão também chegando no Edifício Baxter. Um triplo encontro que começa e termina em pancadaria. É engraçado todo mundo querendo conversar mas só brigando. Um ponto bacana é o encontro das “duas” Zardas: a Mulher Guerreira e a Princesa Guerreira. As coisas mudam de tom quando o plano de Mordred dá errado e quem é enviado ao passado, como fantasmas, é o Hyperion e a Dra. Espectro, que ficam discutindo se trarão ou não o Namor de volta. É ruim porque foram eles mesmos que o mataram! Se arrependeram e viram o que fez? Ok. Mas em tão pouco tempo? Pense na série começando por tirar o Namor de cena e terminando por colocá-lo de volta: o que ela mudou, então, no Universo Marvel? É como se o autor tivesse feito uma cagada e agora está corrigindo.

O resgate em si não chega a ser ruim, é até legal. Há toda uma parada mística e sobrenatural, levantando questões morais, até onde os heróis podem chegar, o que eles se tornaram. Mas fica banal, indo contra toda a proposta inicial da série. Um outro ponto bacana é o Blur como fã do Tocha Humana original, expressando sua ingenuidade. Já o Falcão Noturno parece ser o único que manteve firme e forte seus objetivos, fazendo o que tem que fazer sem pestanejar. O final da série chega a ser quase que editorial: tudo resolvido em relação ao Namor; todo mundo bancando o herói arrependido; as Zardas tomam seus rumos; assim como Hyperion; a Dra. Espectro coloca sua atenção em Nova Attilan, já que possui traços inumanos; Thundra finge que nada aconteceu; e por aí vai. A grande sensação que fica é a de que a série desperdiçou diversas ideias boas, ficando tudo por isso mesmo. James Robinson é o autor do aclamado Starman, mas perdeu a mão com essa equipe. Uma pena, pois as capas são boas e a arte de Leonard Kirk (Supergirl) também não deixa a desejar, sem contar na ideia de ser um grupo a lá The Authority!

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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br