[Especial] Detective Comics Rebirth: Ascensão dos Homens-Morcego!

[Especial] Detective Comics Rebirth: Ascensão dos Homens-Morcego!

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Arcos Principais: Ascensão dos Batmen (Rise of the Batmen).
Publicação Original/ Brasil: Detective Comics #934-940 (DC, 2016)/ Inédito.
Roteiro/ Arte: James Tynion IV/ Eddy Barrows e Alvaro Martinez.

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A DC tem o costume de reestruturar seu Universo de maneira mais agressiva que aMarvel, que prefere manter toda sua cronologia, mas reiniciando as revistas e tomando novos rumos de tempos em tempos (como a recente All-New, All-Different Marvel). Já a DC teve eventos mais drásticos como a Crise nas Infinitas Terras em 1985, que alinhou a história de todos os personagens, e mais recentemente osNovos 52 em 2011 que foi mais radical, reiniciando toda a cronologia (com poucas exceções). Algo que divide opiniões, mas que abocanha novos leitores e boas vendas a curto prazo. E nem 5 anos após os Novos 52, a DC resolve organizar a casa mais uma vez! DC Rebirth (ou Renascimento) começou em maio de 2016 e zerou todas as suas séries, mas mantendo os acontecimentos dos Novos 52 e agregando pontos de sua cronologia anterior. Uma espécie de reboot, mas com um apanhado geral de toda sua história. Este review comenta o primeiro arco da mensal Detective Comics (#934-940): Rise of the Batmen (Ascensão dos Batmen ou Ascensão dos Homens-Morcego, em tradução livre), sem spoilers significativos.

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DETECTIVE COMICS REBIRTH

Ao contrário do que aconteceu com a série do Batman (e com praticamente todas as outras), Detective Comics não foi zerada, pelo contrário, continuou de sua numeração original e entrou na fase Rebirth na edição #934. É uma das séries principais no Universo do Morcego e protagonizada pela Batwoman, corrigindo a falha dela ter ganho uma mensal própria, além, é claro, do próprio Batman, o Robin Vermelho (Tim Drake) e outros três “novatos”: a Salteadora (Stephanie Brow), a Órfã (Cassandra Cain) e o Cara de Barro! Uma equipe curiosa, no mínimo.

Nesse primeiro arco, o Batman se une a Batwoman e cria esta super equipe para investigar um grupo que vem os espionando. No processo, descobrem que este grupo está coletando informações de todos, principalmente do Batman/ Batwoman, e criando um exército de Soldados-Batman para retaliarem uma invasão que acreditam que está prestes a acontecer em Gotham. E eles não se importam em tirar o próprio Homem Morcego do jogo.

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A história é bastante rápida e dinâmica, escrita pelo James Tynion IV (X), com muita ação e cenas de tirar o fôlego, como uma em que Bruce quebra um dente pra ativar uma arma em sua boca (WTF!). A relação entre os integrantes da equipe também é bem desenvolvida: Robin está namorando a Salteadora; Bruce tem uma relação conturbada com a Batwoman, que é sua prima; o Cara de Barro enfrenta o drama de ter a aparência que tem, quando gostaria de continuar sendo um ator de cinema. Ele, aliás, é uma das grandes surpresas. Seu poder é bem versátil e consegue criar até uma espécie de “Sala de Perigo”, simulando batalhas para os outros. A Órfã faz a típica ninja assassina oriental fria e calculista que, apesar de clichê, sempre funciona.

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Batwoman é a que tem sua história melhor desenvolvida e explorada. Sua relação com seu pai, um General do Exército, é bastante tumultuada. E tudo complica quando ela descobre que ele está envolvido com os inimigos. Uma das minhas personagens preferidas da DC que, infelizmente, não ganhou um título solo nessa primeira leva da Rebirth, mas que Tynion IV teve o cuidado de tratá-la bem. Essa Gotham dele também foge um pouco do clima sombrio e noir e adentra mais numa cidade futurística, as cenas com uma super-nave lembra Matrix, inclusive.

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Robin Vermelho tem um papel muito importante. Além de ser o menino prodígio com verba ilimitada e responsável pelas grandes invenções do grupo, ele é quem fecha esse primeiro arco. O grupo inimigo, com medo dessa provável invasão à Gotham pela lendária Liga das Sombras, envia milhares de drones para matarem suspeitos. Drake, sabendo que tratam-se de vítimas inocentes, entra numa missão suicida para impedir a chacina. O desespero de Bruce em perceber que seu protegido pode morrer é sensacional.

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A arte é dividida entre Eddy Barrows (Asa Noturna, Novos Titãs) e Alvaro Martinez (Batman & Robin Eterno), com direito a várias páginas duplas. Ambos são ótimos e deixam a história rápida. Martinez, em especial, tem um estilo bastante particular, quadriculando algumas cenas. Quando mostram os mais de 30 itens que encontram no cinto do Batman, é incrível! Há um outro momento bem interessante, quando colocam o grupo da Batwoman de um lado e o grupo dos Soldados-Batman do outro. Heróis Vs Exército. Capas e uniformes coloridos Vs uniformes táticos.

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O final chega a ser surpreendente, por um momento. Queremos ver até onde a fúria do Batman pode ir. Será que ele viraria a página dois, seria capaz de matar, de se vingar? De trair seus princípios num momento difícil? São perguntas que entram em jogo, mas que não são levadas às últimas consequências, infelizmente. Detective Comics tem um ótimo início, com personagens cativantes e uma trama rápida que não deixa o leitor entediado. Alguns personagens e termos podem passar despercebidos pelo leitor (como as várias referências ao Ano Zero) que não conhece o BatUniverso, mas ainda é uma leitura acessível e recomendo a leitura. O arco seguinte é um crossover com a série do Batman e do Asa Noturna.

nota 8,5 ;

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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br