[Eu Vi] Toot, Whistle, Plunk and Boom (Oscar 1954 de Curta Animado) !

[Eu Vi] Toot, Whistle, Plunk and Boom (Oscar 1954 de Curta Animado) !

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Nome Original: Toot, Whistle, Plunk and Boom
Direção/ Ano: Ward Kimball & Charles A. Nichols, 1953
Roteiro/ Estúdio:  Dick Huemer/ Walt Disney
Duração: 10 minutos
Sinopse: A evolução dos instrumentos como corneta, violão, flauta e tambor através dos anos, desde à pré-história aos tempos modernos.

Continuando a série de especiais que reunirá os vencedores desta categoria tão obscura do Oscar, ano por ano. Leia o post [Especial] O Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação para conhecer um pouco da trajetória do prêmio pela Acadêmia e o Índice dos Curtas para os já comentados.

 

Um professor coruja ensina à seus alunos a história dos instrumentos musicais, explicando que todas as músicas se originaram de 4 tipos de sons diferentes: dos instrumentos com cordas, da percussão e dos instrumentos de sopro em metal e madeira. A partir de então, conhecemos a evolução de tais instrumentos numa viajem pela história da humanidade, desde à época das cavernas, passando pelo Egito, Grécia e chegando em nossa época. “Toot, Whistle, Plunk and Boom” fez parte de uma pequena série de musicais que a Disney produziu para fins educativos. O título representa o som gerado pelos instrumentos.

Esta é a primeira animação dos estúdios Dinsey a utilizar a tecnologia CinemaScope, com lentes anamórficas que permitia uma maior resolução, em “widescreen” e marcando o início do formato moderno de projeções. Também é um dos primeiros trabalhos do estúdio que deixa de lado o visual “cartunesco” e aposta num design mais experimental e estilizado, principalmente com o uso das cores e contornos, algo que já vinha acontecendo e ganhando público pelos outros estúdios, Gerald McBoing-Boing (UPA) é um dos exemplos.


A animação ficou em 29ª posição no livro “50 Greatest Cartoons” e não é pra menos. Impossível não simpatizar com os homens da caverna ou rir na sequência dos violões, sem contar as inúmeras referências à culturas e outros sons característicos de alguns países, como o japonês. No final temos uma orquestra reunindo tudo isso, sensacional. “Toot, Whistle, Plunk and Boom” também possui um visual arrojado e se destaca na caracterização dos personagens. Atualmente, alguns casos poderia sofrer de censura por utilizar de estereótipos, mas nada grave. Vale comentar que este foi o 11º Oscar recebido por Walt Disney em Curta-Metragem de Animação, seu último na categoria enquanto estava vivo (o 12º, em 1969, foi póstumo).

 
nota 10 ;
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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br