[Eu Vi] Gerald McBoing-Boing (Oscar 1951 de Curta Animado) !

[Eu Vi] Gerald McBoing-Boing (Oscar 1951 de Curta Animado) !

Gerald-McBoing-Boing-capa-1950
.
Nome Original: Gerald McBoing-Boing
Direção/ Ano: Robert Cannon, 1950
Roteiro/ Estúdio:  Phil Eastman & Bill Scott/ United Productions of America
Duração: 7 minutos
Sinopse: Gerald McBoing-Boing é a história de um menino que fala através de efeitos sonoros ao invés de palavras.

Continuando a série de especiais que reunirá os vencedores desta categoria tão obscura do Oscar, ano por ano. Leia o post [Especial] O Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação para conhecer um pouco da trajetória do prêmio pela Acadêmia e o Índice dos Curtas para os já comentados.


Gerald McBoing-Boing é o primeiro curta animado “alternativo” à vencer o Oscar, que até o momento foi dominado pela Disney e Tom & Jerry, assim como é o primeiro a apresentar personagens humanos e não animais antropomorfizados. Lançado no final de 1950, é um filme à frente de sua época com um visual fantástico. A história é sobre um menino que emite efeitos sonoros (como buzinas, barulho de carro, latido) em vez de palavras, assustando seus próprios pais e aqueles que o cercam.

Foi adaptado de um conto do Dr. Seuss, famoso escritor infantil responsável por obras como Lorax, O Gato e Grinch (todos adaptados para o cinema). Não li o livro, mas muitos questionam sobre a fidelidade do curta que, anos depois, rendeu outras animações e, mais recentemente, uma série de desenhos animados. Em 1994 foi eleito o 9º melhor curta norte-americano no livro The 50 Greatest Cartoons.


Apesar da história cativante e engraçada, com destaque para as “palavras” de Gerald, é o visual da animação que impressiona, muito distinto dos demais curtas vencedores. Podemos destacar várias características e técnicas narrativas utilizadas como o início, formando os personagens a partir de linhas; a cor da pele deles, geralmente a mesma usada no fundo; a quase inexistência de cenários; as mudanças de perspectivas e cores; entre outros.

Destaque para a cena onde Gerald foge de casa e é abordado por um homem; o uso da perspectiva e troca de cenas é fantástico. As cores e a trilha-sonhora também são fundamentais, com cenas que variam do azul ao laranja e a música sempre acompanhando a ação e aumentando as características do momento, como suspense ou comédia. Gerald McBoing-Boing também levanta alguns questionamentos sobre a atitude dos pais do menino, que se distanciaram dele pelos barulhos que fazia e se aproximaram perto do final, quando ele se transforma numa estrela.

 
nota 10 b
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Comments

comments

Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br