[Review] X-Men #11 !

[Review] X-Men #11 !

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Nome Original: Uncanny X-Men #395 e #396; Wolverine #164; Cable #86

Editora/Ano: Panini, 2002 (Marvel, 2001)
Preço/ Páginas: R$6,90/ 100 páginas
Gênero: Ação/ Super-Herói
Roteiro: Joe Casey; Frank Tiery; Robert Weinberg
Arte: Ian Churchill; Sean Chen; Esad Ribic
Sinopse: Wolverine, Anjo, Noturno e Homem de Gelo vão atrás de Câmara em Londres e aproveitam para investigar rumores sobre uma comunidade secreta de mutantes. Cable: Nathan enfrenta Sombrio num combate mortal pela liberdade de sua irmã, Rachel. Wolverine: capturados, Logan e Fera vão parar num presídio cheio de super-humanos. Um lugar onde você provavelmente não gostaria de passar a noite.

Depois do BOOM que ocorreu na edição anterior, na conclusão de E de Extinção, os leitores estão ansiosos por mais histórias com a mesma qualidade e, infelizmente, tais expectativas não são correspondidas nesta edição. Enquanto Grant Morrison e Frank Quitely dirigem os Novos X-Men, a série Os Fabulosos X-Men ficaram nas mãos de Joe Casey. Em X-Men #11 temos duas histórias de Fabulosos mais as tradicionais Wolverine e Cable. Nada de Novos X-Men.
 
Apesar de “Novos” e “Fabulosos” seguirem o mesmo estilo, Joe Casey preferiu não arriscar tanto quanto Morrison e inicia o arco Poptopia que, apesar de não ser ruim, chega a perder credibilidade por conta de alguns x-clichês. Depois da reformulação, é a primeira vez que Noturno e Homem de Gelo aparecem com seus novos uniformes.
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O arco Poptopia começa com a cantora pop Melanie Kane sendo acuada pelos tietes do seu show. Os seguranças não dão conta de todos e eis que surge o mutante Câmara, sumido há um bom tempo. Ele consegue acalmar a multidão com seu poder e tudo é resolvido. Por algum motivo, Mel se apaixona por Starsmore e os dois começam a sair e aparecer na mídia juntos. Para quem não conhece, Câmara já foi aluno de Xavier e seu poder  é, basicamente, gerar energia. Porém ele não possui boca nem órgãos vitais, como se seu corpo fosse uma casca. É, ele é bem esquisitão.
 
Paralelamente, a equipe formada por Homem de Gelo, Noturno e Arcajo vão até Londres com dois objetivos: investigar uma colônia secreta de mutantes e tentar trazer Câmara de volta à equipe. Pelo que parece, o roteirista pretende focar a atenção nesta equipe, com a adição de Starsmore e Wolverine. Porém Logan também está em Novos X-Men, vamos ver como vai ficar…
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Como é de se esperar, o jovem Câmara prefere desfrutar da fama e dinheiro ao lado da cantora Mel à ter que combater o crime e tentar salvar o mundo. A personalidade de Noturno e Arcanjo estão bastante diferentes do habitual; Warren quase não fala e Kurt parece que acordou de mau humor e dá esporrão em todo mundo. Por ironia do destino, a colônia secreta de mutantes se localiza no subsolo de Londres, numa espécie de Caverna, e são todos bizarros. A equipe X é recebida com hostilidade e, quando partem, outro visitante chega ao local para chacinar à todos. Alguém se lembra dos Morlocks e o Massacre de Mutantes?
 
Apesar da história ser competente, eu esperava mais. A equipe é formada por membros antigos e experientes, mas na luta principal eles parecem amadores. A arte de Ian Churchill (Cable, Supergirl) é bastante interessante e a caracterização dos personagens também ficou legal, principalmente Arcanjo e Noturno. Ele praticamente não utiliza fundos ou cenas que ocupam a página inteira; todas as cenas são feitas em “quadrados”. Mesmo estranhando no início, acaba se acostumando, além de seu traço ser bastante “pop”, combinando com o tema do arco (Poptopia), abusando de luzes, tatuagens e pessoas descoladas em cenas de balada. No mais, Joe Casey (Wildcats 3.0, Youngblood) preferiu não arriscar tanto em seu primeiro arco com os X-Men, ao contrário de Morrison, porém mantêm uma certa qualidade.
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Frank Tiery (Batman: O Submundo de Gothan) continua fazendo um trabalho interessante na série do Wolverine, sem medo de arriscar. Wolverine e Fera acabam sendo pegos pela Shield por conta do suposto assassinato de um político e enviados à Jaula, uma prisão secreta para super-humanos. Seguindo o estilo de filmes que passam em prisões barra-pesada, a dupla enfrenta diversas gangues e a porradaria segue solta. O destaque fica para a cena onde Logan descreve os grupinhos que existem na prisão, sem rodeios: a facção negra, os skinheads que veneram o Caveira Vermelha, os “bonitinhos” e por aí vai. Este arco, “Caçado”, ainda vai levar algumas edições pra acabar. Sean Chen (Homem de Ferro, Nova) volta aos desenhos e sua arte é bastante dinâmica e se destaca nas cenas de ação e violência. De importante, à nivel de cronologia, é Dentes de Sabre recuperar o adamantium. Apocalipse havia retirado o metal de seu corpo e implantado em Wolverine, que estava sem na época, por conta de Magneto.
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Como de praxe, a série Cable finaliza a edição e continua sendo a mais chata do mix. Toda a ladainha de Cable viajar trocentos anos no futuro para encontrar sua irmã, Rachel Summers, e lutar com Sombrio num “vale tudo” ficou patética. O vilão é o típico egocêntrico e toda a situação é bastante forçada. Afinal de contas, Nathan chega num mundo onde só restou Sombrio e Rachel, decidem lutarem até morrerem e o vencedor pode voltar pra casa. Sem dizer que a luta é bem “estranha”, com os dois tirando as camisas e lutando só de calças coladas em poses nada sugestivas. Os desenhos desta edição ficou por conta do Esad Ribic (Namor: As Profundezas) que, infelizmente, não usou sua arte pintada, como é conhecido, mas ainda assim é melhor que Michael Ryan e o trabalho que vem fazendo na série. No mais, outra história desnecessária de Cable que, de importante mesmo, só foi a volta de Rachel.
 
Nesta edição, em particular, há duas páginas dedicadas à sessão de cartas, onde o assunt omais discutido é o polêmico arco E de Extinção. Há também as capas originais, o que é sempre bom. Era esperado algo melhor depois das mudanças trazidas por Morrison em X-Men #10, em vez disso as histórias estão voltando à ficar na média.
nota 6,5 8
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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br