[Review] Mickey: Tudo Isto Acontecerá Ontem!

Arcos Principais: Tudo Isto Acontecerá Ontem (Tutto questo accadrà ieri).
Publicação Original: Topolino #3130 (Walt Disney, 2015).
Roteiro/ Arte: Casty e Massimo Bonfatti.

Viagem no tempo é um tema bem recorrente em histórias de super-heróis, quase sempre pra tentarem corrigir alguns erros cronológicos. Nessa história de 2015 da Disney, a situação é um pouco diferente. Em seu aniversário, o Mickey precisa voltar ao passado para impedir o Bafo de conquistar o mundo, entrando em contato com sua versão de décadas atrás. Uma história divertida e nostálgica que saiu no Brasil em Mickey #883 e #884 pela Editora Abril em 2016. Review especial com alguns spoilers!

TUDO ISTO ACONTECERÁ ONTEM

É 18 de novembro de 2015, aniversário do Mickey Mouse, e o Pateta lembra que anos atrás alguém havia feito um pedido a ele, de entregar um presente ao Mickey justamente em seu aniversário de 2015. Em paralelo, o João Bafo-de-Onça vem tendo pesadelos em que tenta dominar o mundo e é impedido pelo Mickey. Após uma consulta no psicólogo, descobre que não trata-se de um sonho, mas sim de uma lembrança: no passado, ele estava prestes a dominar a cidade e foi impedido por um Mickey vindo do futuro. Esse é o estopim de “Tudo Isto Acontecerá Ontem“, história publicada originalmente em 2015 comemorando os 87 anos do personagem. Interessante comentar que 18 de novembro é a data oficial do seu aniversário, em homenagem ao curta-metragem O Vapor Willie (Steamboat Willie) lançado em 18 de novembro de 1928, considerado a estréia de Mickey.

Mas voltando à história, o presente que o Pateta guardou durante tanto tempo é um celular com uma mensagem gravada em vídeo, pedindo que neste exato dia de 2015 o Mickey precisa voltar ao passado e impedir mais uma vez os planos de Bafo. Já o vilão, por sua vez e relembrando da situação, sequestra a Minnie a fim de impedi-lo de usar a máquina do tempo do Professor Zapoteck e Doutor Marlin. Claro que não é o suficiente para impedir o rato detetive, que embarca numa aventura pelo passado, conhecendo sua versão mais jovem e relembrando como era o início do namoro com a Minnie e a amizade com o Pateta. A melhor parte da história é vermos o contraste entre os dois, de como os personagens eram e o que são agora. O mais perceptível, por exemplo, são as roupas: tanto Minnie, quanto Mickey e Pateta só usavam as partes de baixo, dando aquele ar mais simples e que, particularmente, acho mais bonitinho. Já hoje em dia, como nessa história, todos utilizam roupas mais comuns, como o Mickey de calça, camiseta e jaqueta.

Um outro ponto que gera esse contraste e é até comentando pelo Mickey do futuro, é perceber o quanto seu eu jovem era mais ousado e corajoso. Há uma cena muito bonita, quando o Mickey e a Minnie do passado percebem que ficarão juntos por muito mais tempo, mostrando o amor dos dois. Outro fato curioso é que voltamos para os anos 1930 ou 1940, não sabemos ao certo (o ano é sempre coberto com alguma coisa), mas um poster de “E o Vento Levou” pela cidade indica esse período, 80 anos que se passaram pela história, camuflados pela magia Disney.

E nessa época, o Bafo consegue uma luva capaz de hipnotizar as pessoas, pensando numa forma de hipnotizar toda a cidade e, quem sabe, o mundo. Mas não bastasse um Mickey, ele precisa enfrentar dois! O roteiro é do Casty (O Eletromistério de Natalimburgo), que também assina os desenhos ao lado de Massimo Bonfatti, que fizeram um bom trabalho em trazer uma aventura inédita do passado, por assim dizer, mostrando ao leitor jovem como costumavam ser essas personagens e sua evolução, com ótimos quadros e animação (como uma perseguição de carro), além de uma divertida mensagem sobre amizade.

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