[Especial] A Poderosa Thor: A Origem do Mjolnir e a Nova Liga dos Reinos!

[Especial] A Poderosa Thor: A Origem do Mjolnir e a Nova Liga dos Reinos!

Arcos Principais: A Origem do Mjolnir (The Untold Origin of Mjolnir) e A Nova Liga dos Reinos (The League of Realms Rides Agains).
Publicação Original/ Brasil: The Mighty Thor #12-14 (Marvel, 2016)/ Thor #6-8 (Panini, 2017).
Roteiro/ Arte: Jason Aaron/ Russell Dauterman, Frazer Irving e Steve Epting.

No último arco, Os Senhores de Midgard, vimos o martelo Mjolnir fazer algo bem inusitado: se transmutar na forma da Thor, para enganar os inimigos, num momento de tensão. E logo depois dela revelar sua real identidade à Agente Solomon, a Thor e o martelo desaparecem. Ficaram vários mistérios no ar, com alguns deles sendo revelados na edição #12, A Origem do Mjolnir, numa história sensacional de como ele foi forjado. Em seguida temos o retorno da Liga dos Reinos, numa nova formação, prontos para salvarem a Rainha dos Elfos Brancos, Aelsa, das mãos de Malekith. Review dessa edições sem (muitos) spoilers!

A ORIGEM DO MJOLNIR

A Thor é carregada pelo Mjolnir até uma biblioteca na Cidade Onipotente, sendo recebida por um Lord Bibliotecário divino, que percebe a semelhança entre os Thor, na ignorância e truculência (já que ela chega quebrando tudo), deixando o clima leve. Ela pergunta sobre o Mjolnir, que está com um comportamento estranho, então o Lord abre um livro e conta a origem do martelo, criando uma transição de página que vai da arte do Russel Dauterman para os desenhos de Frazer Irving (7 Soldados da Vitória), que são ótimos. Vemos como Odin salvou a terra dos anões e, como recompensa, recebeu um metal místico raro: o Uru. É a partir desse metal que os anões forjam o Mjolnir. As sequências são muito boas, mostrando como a grande Tempestade Mãe estava em direção à Asgard e foi combatida por Odin. Edição excelente, com uma diagramação de ponta, Irving manda muito bem!

A NOVA LIGA DOS REINOS

De volta ao presente, Thor reúne uma galera pra formar a nova Liga dos Reinos, com a missão de invadirem a terra dos Elfos Brancos e salvarem a Rainha Aelsa. Estão na equipe pessoas de quase todos os 10 reinos: a Agente Solomon representando a Terra/ Midgard; Ivory Honeyshoot de Alfheim; Angela de Heven; Ro Bloodroot de Vanaheim; Screwbeard de Nidavellir; Titanya de Jotunheim; Sif de Asgard; e o troll Ud. Interessante lembrar que Screwbeard, Honeyshoot e Ud já faziam parte da Liga original do Thor Odinson. Jason Aaron reforça a representação feminina acrescentando apenas mulheres no restante da equipe, inclusive a gigante substituindo o gigante Oggmunder. Todos partem para Alfheim e começam a chutar várias bundas de Elfos Negros. Algumas sequências são bem legais, como a giganta Titanya arremessando flechas gigantes e acabando com um monte de inimigos, digno de Senhor dos Anéis! O clima irônico continua, com Solomon comentando que é raro ver a Angela assim, vestida. Mas percebemos algumas mudanças. A primeira é na arte: os desenhos são de Steve Epting (Capitão América), que são muito bons e ganham destaque nessa cenas de batalha, mas não são tão estilizados e minimalistas quanto do Dauterman. E em segundo o ritmo da história, ficando com um tom bem mais de “super-heróis” que antes, principalmente por conta da super-equipe. Não é uma mudança ruim, o background de várias situações são boas e realmente nos importamos com a Rainha Aelsa, pegando raiva do Malekith.

A nova formação da Liga já fala por si só as intenções de Jason Aaron com a série, como comentado, mas há outra personagem feminina a aparecer: é Kurse. Na verdade o Malekith tira o que seria a armadura do Kurse original e a injeta numa mulher, então temos uma Kurse! As sequências finais são bem eletrizantes, mudando o destino da Rainha Aelsa e abrindo espaço para o arco seguinte, envolvendo uma guerra Asgard/ Shiar! Gostei muito da origem do Mjolnir, uma das melhores edições até então, valendo muito a pena a leitura. As duas seguintes também mantiveram o nível, já que é difícil o Jason Aaron errar na mão, mas confesso que gostava mais quando o núcleo estava um pouco menor, sem cara de “filler“. Mas continua ótimo.

 

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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br