[Review] Novos Titãs & Superboy #3 !

[Review] Novos Titãs & Superboy #3 !

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Nome Original: Teen Titans #3; Superboy #3
Editora/Ano: Panini, 2012 (DC, 2011)
Preço/ Páginas: R$6,90/ 52 páginas
Gênero: Ação/ Super-Herói
Roteiro: Scott Lobdell
Arte: Brett Booth; R. B. Silva
Sinopse: Novos Titãs: Kid Flash escapa do Momentum com uma nova e perturbada colega… apenas para se enfiar em uma situação ainda pior! Enquanto isso, o Robin Vermelho tenta convocar um novo aliado para a equipe. Superboy: o jovem clone sai pela primeira vez dos laboratórios onde foi criado, mas descobre que o mundo exterior é bem mais complicado do que ele havia previsto. 
***
Essa edição vale pela série dos Novos Titãs que está melhorando cada vez mais, agora com a inclusão de mais um personagem inédito no Universo DC e para a matéria que fecha a revista, sobre homossexualidade nos quadrinhos. Por outro lado, Superboy é inconstante e confuso, além de possuir momentos forçados a esta altura do campeonato. Felizmente, as duas séries são interligadas e ameniza o impacto.
 
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Novos Titãs: são mostrados três momentos paralelos: Moça-Maravilha disfarçada de enfermeira no quarto de um dos irmãos-vilões da edição anterior; Kid Flash resgatando a Solstício e tentando sobreviver na neve; e Robin Vermelho e Rastejadora num trem, disfarçados e escondidos num vagão, têm um encontro surpresa com outro jovem meta-humano: Casamata. Apesar do encontro tumultuado, precisarão unir forças para combater uma horda de “civis-zumbis”.
 
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Uma história empolgante e com arte ótima. Uma equipe moderna e com heróis jovens reforçam a ideia de que as histórias de heróis precisavam mesmo de uma revitalizada. A personalidade dos membros é distinta e cada um possui sua particularidade, o que pode ser explorado junto aos problemas que ocorrem na adolescência. Solstício demonstra seu poder numa bela cena, além de Kid Flash estrelar uma página dupla onde Brett Booth usa diagramação inusitada. Mas o destaque fica para a estréia de Casamata, o “integrante gay” dos Jovens Titãs, o primeiro membro efetivo a possuir tal característica. É chato tachar de “integrante gay”, mas foi o que a mídia fez. Felizmente, esse novo personagem aparenta ser engraçado, extrovertido e com poderes legais (apesar de lembrar o Lanterna Verde), espero que Scott Lobdell consiga trabalhar bem com ele. Lembro que quando Casamata foi anunciado, Lobdell comentou que não teria medo em retratar “estereótipos”, o que acho válido.
 
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Superboy: ao terminar de ler Novos Titãs, o leitor sente um choque logo na primeira página de Superboy. A começar pelos desenhos que, apesar de bonitos, são mais “simples” que os da série citada. Em seguida pela história. Superboy acabou afundando a Instalação da edição anterior e foi parar no centro da Terra, graças a sua telecinese, provocando a ira de uma mulher-lava (que o pega depois). Rose e a Ruiva discutem e fica no ar que esta última esconde algum tipo de poder. Ainda no início, há uma moça que é capaz de, aparentemente, incinerar as pessoas. Ela e o namorado dão uma “escapada”, mas são surpreendidos pelo Superboy quando este escapa do “centro da Terra”.
 
O estranho é que tudo foi jogado em cima do leitor. Quem é a mulher-lava? Tem relação com a moça que queimou o pessoal no posto? E os presos da Instalação? Entre outras coisas que, ao invés de criar expectativa, ficaram forçadas. Ainda há uns dois closes numa bunda e num decote que destoaram da história. A cena em que Superboy resolve levar a moça-incineradora pra casa ficou ridícula. Vamos ver quais são as próximas surpresas que nos aguardam. O interessante é que o roteirista é o mesmo de Novos Titãs.
 
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Como dito no início, a edição vale por conta da primeira série, com ótima arte e roteiro agradável. É a típica história divertida de ler, sem grandes pretensões. O acabamento segue o mesmo formato anterior, com capa couchê e miolo pisa, além das capas originais e a já tradicional matéria final. Desta vez a Panini aproveitou o embalo de Casamata e comenta sobre a homossexualidade nos quadrinhos, dando uma resumida no assunto e destacando os recentes casos no Universo DC (como o Laterna Verde Alan Scott); algo bem válido de incluir. Minha opinião a respeito de “gays nas HQs” já apareceu diversas vezes por aqui (mais recentemente neste review), até por eu mesmo servir como representante da “causa” ^^.
nota 7,5 q
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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br