[Review] Vertigo #30 !

[Review] Vertigo #30 !

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Nome Original: Spaceman #2; Scalped #31; House of Mystery #22; Hellblazer #207; American Vampire #20
Editora/Ano: Panini, 2012 (DC, 2011; 2009; 2010; 2005)
Preço/ Páginas: R$9,90/ 132 páginas
Gênero: Suspense/ Ação/ Alternativo
Roteiro: Brian Azzarello; Jason Aaron; Matthew Sturges; Mike Carey; Scott Snyder
Arte: Eduardo Risso; R. M. Guéra; Luca Rossi e Farel Dalrymple; Leonardo Manco; Jordi Bernet
Sinopse: Hellblazer: era apenas questão de tempo! Mais uma vez, John Constantine provou ser um perigo aos seus entes queridos. E, por causa disso, deve voltar ao inferno! O Homem do Espaço: Orson deveria ter pousado em Marte, mas, em vez disso, um problema gigante pousou em seu colo… Escalpo: Nitz finalmente conseguiu o que sempre sonhou: uma testemunha que pode jogar Corvo Vermelho na prisão. Casa dos Mistérios: a Casa recebe a visita de um alguém que diz ter uma relação especial com Fig, mas ela não faz ideia de quem ele seja. Vampiro Americano: em meio à brutal guerra indígena, um mal inenarrável é lançado no mundo!
***


A Panini realizou um trabalho interessante na revista Vertigo: adiantou algumas séries do mix, lançou uma assinatura e, no número anterior, iniciou diversos arcos para facilitar e atrair novos leitores. Este é meu segundo contato com ela e, para conhecer melhor sua estrutura e as séries presentes, leia o review da edição#29.

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Hellblazer: início do arco Na Terra Para Onde Vão os Mortos. O roteiro continua com Mike Carey (Lúcifer) e os desenhos voltam a ser de Leonardo Manco (War Machine) com as cores de Lee Loughridge (Fábulas), colorista presente em vários títulos do selo Vertigo (inclusive em outra série deste mix). Tanto a arte quanto a história tiveram uma melhoria em relação à anterior. Constantine decide ir até o inferno recuperar a alma de sua irmã, e para isso recebe a ajuda de Nergal.
Apesar do terror e misticismo, Hellblazer traz bastante humor negro e possui uma boa narrativa. Alguns momentos são estranhos, como Nergal solicitar o sangue de algum inocente e, num apartamento acima, possuir cadáveres em garrafas. A moradora era uma psicopata cheiradora de alma e deixou seus souveniers em casa ou, como dito por uma personagem, “agora existe carne e alma de inocentes engarrafada”. Apesar de ter ficado bem engraçado, continua estranho a “coincidência”. A arte de Manco se encaixa muito bem ao estilo de Constantine, melhor que os desenhos de Giuseppe Camuncoli na edição anterior (que tinham um ar mais “alegre”).
 
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Homem do Espaço: série criada pela mesma equipe de 100 Balas, com Brian Azzarello no roteiro, desenhos de Eduardo Risso e cores de Patricia Mulvihill. A narração é muito boa, misturando flashbacks cinematográficos e a arte acompanha o roteiro. Orson seria o “homem do futuro”, ao lado de outras “crianças” criadas pela Nasa e que seriam capaz de explorar outros planetas com mais facilidade, já que são formas melhoradas dos humanos. No presente, Orson é um catador de lata que se envolve num misterioso seqüestro de uma menina. O destaque fica para as cenas contando (um pouco) sobre a origem do personagem, porém a série continua confusa.
 
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Escalpo: Lincoln Corvo Vermelho, após matar o Sr. Fodão e enfurecer um de seus inimigos, fica preocupado com a situação, já que é um xerife e houve várias testemunhas do assassinato, além de dar uma brecha para Nitz lhe incriminar. Dash, o protagonista, é um agente infiltrado em ambos os lados e a situação se torna cada vez mais complicada de segurar. Como peguei o “bonde andando”, é difícil relacionar os personagens e entender algumas referências, mas Escalpo já provou ser uma das melhores séries no mix.
Jason Aaron (Wolverine) aposta no realismo das cenas, com personagens sem papas na língua, uso de drogas, assassinatos, corrupção e por aí vai. Sem dúvidas, é um dos diferenciais da série. Os desenhos de R.M. Guéra são ótimos, detalhados e “sujos”, bastante expressivos e as cores de Giulia Brusco e Trish Mulvihill estão fantásticas. Cada página possui uma tonalidade própria (como vermelho, azul). Ao término da história há a matéria “Bastidores da Produção de Uma Capa”, uma conversa descontraída entre Aarorn, Will Dennis (editor) e Jock (o capista) sobre o processo de criação de uma capa, desde a primeira idéia ao resultado final.
 
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Casa dos Mistérios: a Casa está sob nova direção, agora pertencente à Caim e Fig. Apesar dos conflitos entre os dois, tudo parecia camionhar bem até que um homem (Moranguinho) chega e diz ser irmão de Fig que, até o momento, dizia ser filha única. Como de costume, ele conta uma história para a moça em troca de algum drink e, por coincidência, é a história de como ele foi abandonado por ela. Uma série que, apesar das críticas, eu achei simpática e interessante, porém um pouco vaga.
Os desenhos de Lucas Rossi são bons e funcionais, acompanhado das cores de Lee Loughridge. O artista convidado para a história que Moranguinho conta é Farel Dalrymple (Omega The Unknow, Caper), com um traço bastante lúdico e, em alguns momentos, infantis. Mas a inocência termina aí, pois os temas tratado são bem “adultos”. Uma série agradável de ler, mas que ainda não mostrou à que veio. A capa e o estilo de Esao Andrews são excelentes.
 
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Vampiro Americano: uma história que precede a mostrada na edição anterior, sobre uma índia que acompanha dois capitães de guerra e descobrem serem vampiros. A narração está mais ágil e os bons desenhos de Jordi Bernet continuam. No final surgem os dois protagonistas, porém os destaques ficam para a bela indígena. As caras e bocas criadas por Bernet chegam a ser cômcias, mas de modo positivo. Não havia gostado da primeira parte deste arco, porém está melhorando.
 
Apesar de começar a ler pela edição anterior (com 4 das 5 séries iniciando novos arcos), sempre haverá referências à acontecimentos anteriores e dificulta um pouco o acesso de novos leitores. Se acostumar com nomes, lugares, intrigas, heróis e vilões leva um tempo, mas as séries que compõem o mix já se mostraram interessantes. Vertigo possui capa couché e miolo pisa brite, traz as capas originais, previews de outras revistas, cartas e sinopses. Graficamente e editorialmente, não há do que reclamar.
nota 7,5 q
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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br