[Review] Novos Titãs & Superboy #1 !

[Review] Novos Titãs & Superboy #1 !

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Nome Original: Teen Titans #1; Superboy #1
Editora/Ano: Panini, 2012 (DC, 2011)
Preço/ Páginas: R$6,90/ 52 páginas
Gênero: Ação/ Super-Herói
Roteiro: Scott Lobdell
Arte: Brett Booth; R. B. Silva
Sinopse: Tim Drake, o Robin Vermelho, faz parte de uma nova geração de heróis. Uma geração ainda desorientada, sendo perseguida por uma cruel organização secreta com objetivos desconhecidos. Mas chegou a hora de resistir. Chegou a hora dos Novos Titãs! Enquanto eles se organizam, no entanto, uma arma suprema está sendo desenvolvida nos laboratórios da misteriosa entidade para acabar com qualquer tipo de resistência. Fabricado a partir do DNA do Superman e de um humano ainda desconhecido, o Superboy está pronto para o combate!
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Novos Titãs & Superboy é uma das revistas exclusivas para Comics Shops lançada pela Panini, com duas séries no mix, menor tiragem e com preço mais elevado em relação às revistas de banca. Segundo a editora, foi uma opção para viabilizar séries que não possuem tanto apelo comercial. Foi uma boa ideia e esperamos que outras séries “menos comerciais” possam aparecer por aqui desta maneira, já que é difícil o lançamento em bancas, principalmente de séries mais longas, onde são canceladas por pouca venda.
 
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Mas ao contrários das demais revistas dessa primeira leva (Desafiador; Frankenstein, Agente da S.O.M.B.R.A; e Esquadrão Suicida & Aves de Rapina), os Novos Titãs são conhecidos dos leitores em geral e, acredito, teriam boa aceitação nas bancas. O grupo, como o conhecemos hoje, surgiu na década de 1980 pelas mãos de Marv Wolfman e George Pérez e reunia vários jovens heróis, como Estelar, Robin, Mutano e cia. Já Superboy surgiu como um clone criado a partir do DNA do Superman e Lex Luthor. 
 
A Panini, ao fim da edição, fez uma matéria de três páginas dando uma revisada na jornada dos Novos Titãs e seu sucesso nos EUA e por aqui. Uma boa sacada, que faz a diferença, principalmente para os leitores que não os conhecem. Esse resumo deveria ter aparecido, também, nas demais edições de banca. Deixando o passado um pouco de lado, os Novos Titãs pós-reboot possui roteiros de Scott Lobdell (Geração X), que também escreve Superboy. Ambas séries se conectam e são continuação uma da outra, praticamente, o que ficou ótimo. Curiosamente, Lobdell também escreve outra série do reboot relacionada aos Titãs, a terrível “Capuz Vermelho e os Foragidos”, publicada em A Sombra do Batman. Felizmente, o autor acertou a mão nos Novos Titãs & Superboy e fez mudanças agradáveis aos personagens.
 
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Novos Titãs: a principal mudança que percebemos é a ausência de citações aos velhos integrantes da equipe original (Donna Troy, Wally West), sendo assim, é provável que os Novos Titãs nunca tenha existido. Um novo Kid Flash surge tentando salvar um bombeiro de uma casa em chamas, mesmo sem conhecimentos de resgate e pode acabar atrapalhando. Robin Vermelho descobre que uma organização chamada Momentum está sequestrando jovens meta-humanos e procura Cass Sandsmark, a Moça-Maravilha, para alerta-la. Mas acaba sendo tarde demais. Com exceção de Robin, os outros dois não possuem ligação com suas contra-partes adultas e nunca trabalharam juntos.
 
É um começo legal, sem ligações com os eventos antes do reboot, mas sem muitas alterações. No momento só apareceram os três jovens e fica a dúvida se Ravena e Mutano irão surgir mais pra frente, pois fazem falta, já que estavam presentes na última formação da equipe. Ravena, inclusive, ainda não apareceu em nenhuma revista pós-reboot (somente num vulto dessa edição), o que é uma pena, pois é uma personagem e tanto (e uma das minhas preferidas). Os desenhos de Brett Booth (Anita Blake, Thundercats) estão ótimos, principalmente nas cenas de ação, muito dinâmicas. O destaque fica para a cena do helicóptero, quando a Moça-Maravilha se transforma.
 
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Superboy: em questão de história, essa segunda supera a primeira. A origem e demais informações do Superboy foram esquecidas e serão recontadas nesse reboot. A série funciona, praticamente, como continuação de Novos Titãs. A organização Momentum criou um clone a partir do DNA do Superman e de um humano cuja identidade é um mistério. Ele é mantido numa espécie de coma induzido, mas os cientistas não sabem que o clone está consciente de toda a situação. A Momentum possui planos de criar uma arma de guerra perfeita a partir dos genes do Superman, mas imaginam terem falhado e decidem matar Superboy.
 
A narração, repleta de recordatórios, ajuda a desenvolver a trama e a personalidade do personagem. O uso de realidade virtual e as referências ao passado de Clark Kent ficaram interessantes, assim como a indiferença dele para pessoas em perigo. Essa dupla personalidade é algo que, se bem explorado, pode gerar grandes histórias. O estilo dos desenhos de R. B. Silva (Sexteto Secreto) são diferentes de Brett Booth, sendo mais “cheinhos” e clean, porém mantém a qualidade, com especial destaque para as cenas calmas, passadas na escola ou na rua.
 
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Apesar de não apresentar nada de espetacular, são duas séries promissoras. Consegue agradar tanto os fans da antiga formação quanto os mais recentes. A matéria da Panini sobre os Novos Titãs é um diferencial positivo e a ligação entre os dois títulos funciona bem, algo que deveria ocorrer mais em outras séries de heróis (Batman, Wolverine) que aparecem em vários títulos ao mesmo tempo, mas sem ligações entre si. O acabamento da edição segue o padrão da Panini para mensais: capa couché, miolo em pisa brite. 
nota 7,5 9
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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br