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Mokona comenta com Doumeki que está chegando a hora dele escolher usar ou não o ovo mágico e 4 anos se passam após o sumiço de Yuko. Watanuki continua esperando por ela, tomando conta da loja e atendendo clientes. Apesar de um rumo interessante, fiquei com um pé atrás com essa “substituição” e, principalmente, com o avanço cronológico. Doumeki entrou na faculdade e continua visitando Watanuki frequentemente, e Kohane começou a estudar na Escola Particular Cruz. Só a Himawari que ainda não deu o ar da graça.Devido seu “exílio”, Watanuki não envelheceu mais e se tornou parte da loja. E mesmo após alguns anos, ele ainda preocupa Doumeki com o fato de poder se machucar e não tiver ninguém no local para socorrê-lo. A narrativa é fluente e percebemos novas técnicas artísticas como uns “borrados” dando a sensação de movimento.
No segundo volume Watanuki recebe uma cliente: uma moça cega que toca “shanisen” e deseja repará-lo, pois ele não emite mais sons. Há toda uma explicação sobre o funcionamento e criação do instrumento, feito a partir do couro de uma gata que está buscando seu “amado”. A cena em que a “paleta” se quebra é fantástica. Apesar de continuar muito bom, estou com saudades da Yuko e do Watanuki ingênuo =/.

Fil Felix é autor, ilustrador e psicanalista. A Central dos Sonhos é seu universo particular, por onde aborda questões como memórias, desejos e infância. Fã de HQs, escreve seus comentários sobre quadrinhos desde 2011, totalizando mais de 600 reviews. Já escreveu sobre arte para diversos blogs como Os Imaginários e a coluna Asas da editora Caligo. Ilustrou os livros infantis Zumi Barreshti (2021, Palco das Letras) e Meu Avô Que Me Ensinou (Ases da Literatura), entre outras publicações.




