[Review] X-Men #12 !

[Review] X-Men #12 !

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Nome Original: Uncanny X-Men #397 e #398; Wolverine #165; Cable #88

Editora/Ano: Panini, 2002 (Marvel, 2001)
Preço/ Páginas: R$7,50/ 100 páginas
Gênero: Ação/ Super-Herói
Roteiro: Joe Casey; Frank Tiery; Robert Weinberg
Arte: Sean Phillips & Melvin Rubi; Sean Chen; Michael Ryan
Sinopse: Ao lado de Mel Kaine, Câmara aproveita o brilho da fama. Mas tudo que vem fácil… Enquanto isso, Anjo, Noturno, Wolverine e Homem de Gelo tentam deter a chacina promovida pelo Sr. Limpeza nos subterrâneos de Londres. Wolverine: acuado, Logan vai receber a ajuda de um velho amigo… Dentes-de-Sabre? Cable: diante das perdas de Moira McTaggert e do senador Kelly, Nathan repensa sua vida.

 
X-Men #12 trás duas histórias de Fabulosos X-Men, concluindo o arco Poptopia e dando um rumo ao Câmara, além das séries do Wolverine e Cable. Na sessão de cartas temos a (boa) notícia que o título de Nathan Summers dará tchau, sendo assim, espera-se que fique no mix apenas X-Men, Novos X-Men, Wolverine e alguma série interessante ou dose dupla de alguma das anteriores. O preço, entretanto, passou de R$6,90 para R$7,50 nesta edição.
 
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Iniciando com Fabulosos X-Men, temos a penúltima parte do arco Poptopia escrita por Joe Casey (Youngblood, WildCats) e arte de Sean Phillips (Hellblazer, Os Invisíveis) e Mel Rubi (Red Sonja, Queen Sonja). A narrativa continua bastante dinâmica, com o logo da equipe surgindo como animação, além de uma descrição básica de cada personagem. A cantora Mel continua desfilando com o estranho Câmara enquanto Arcanjo, Noturno, Homem de Gelo e Wolverine tentam encontrar uma maneira de ajudar os mutantes que vivem no subsolo e encontrarem o assassino Sr. Limpeza, que chacinou vários inocentes na edição anterior. É praticamente a primeira vez que vemos uma ligação direta de Fabulosos com os eventos mostrados em Novos X-Men, como Logan comentando a revelação de Charlie sobre sua mutação ao mundo inteiro e de como as pessoas estão reagindo.
 
A arte de Sean Phillips e Melvin Rubi é bastante competente, com destaque para as novas versões dos heróis. Tudo é bastante detalhado e as pessoas são repletas de tatuagens, brincos, piercings e etc, simulando muito bem o estilo que Ian Churchill (Supergirl) concedeu nas histórias anteriores, porém Rubi sai dos desenhos na história seguinte e a arte toma um rumo totalmente distinto. Fazendo parte desta nova fase dos X-Men, temos reforçado o tema de preconceito que a série costumava tratar com mais freqüência.
 
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Em seguida temos a continuação e conclusão de Poptopia, ainda com o roteiro de Casey, que consegue fechar quase todos os pontos tratados no decorrer do arco, deixando um caminho todo aberto para a próxima edição. Como dito, a arte agora é apenas de Sean Philips e sofre uma transformação drástica em relação à anterior, sendo mais estilizada nos traços e movimentos. O resultado final é satisfatório e bonito, mas poderiam ter deixado para o próximo arco, deixando este que acaba mais coeso.
 
Na história, a mídia começa a divulgar que Mel está grávida de Câmara, causando reboliço na carreira da moça, que tenta desmentir o caso. Ao final podemos perceber o propósito de todo o arco, com o novo destino de Jon Starsmore. Destaque para a cena em que Logan desce a porrada no Sr. Limpeza.
 
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Em seguida temos a série do Wolverine, com a quarta parte do arco Caçado. Resumindo, Logan foi acusado de um assassinato e acabou sendo preso (junto do Fera) na Jaula, uma prisão de segurança máxima para super-humanos. Acontece que ninguém gosta dele por lá e o jogam num poço, para morrer aos poucos, pois há na prisão uma barreira que neutraliza os poderes dos mutantes. Enquanto isso dois guardas revivem um zumbi que, de alguma maneira, tem ligação com o Dr. Estranho, e pede que a criatura dê cabo de Logan. Fera foi esfaqueado na edição anterior e agora está no hospital, enquanto um prisioneiro dá o golpe do enfermeiro e entra disfarçado na sala para tentar matá-lo. Se não bastasse esses problemas, o governo e Dentes-de-Sabre estão envolvidos na trama.
 
Este foi um dos melhores momentos de Wolverine se comparado às histórias que circularam até aqui nesta nova “X-Men”. O roteirista Frank Tieri (Arma X) está acertando a mão no personagem, dando um ar mais realista à trama e utilizando de forma positiva a violência que o cerca. Logan passa boa parte do tempo preso no poço, nu e sem poderes, tendo que resistir a diversas atrocidades. Destaque para os momentos finais, quando ele enfrenta o Zumbi. A cena que estampa a capa de X-Men #12 é muito boa! A arte de Sean Chen continua ótima, apesar de mais “tradicional” que das demais histórias, com destaque para o efeito de sangue utilizado em alguns momentos. 
 
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Finalizando temos a tão criticada série do Cable. Podemos perceber, na sessão de cartas das edições anteriores, o quanto o personagem deixa a desejar e, finalmente, a Panini toma uma decisão e esta é a última vez em que Cable aparece no mix! O roteirista Robert Weinberg não acertou em nenhum arco até agora, criando histórias confusas, cheias de tramas paralelas e que vieram se arrastando. Nesta edição Nathan lembra da morte de Moira e tem um bate-papo com Tempestade e Noturno, enquanto se entretém. É uma despedida morna, mas que já percebemos o intuito de Weinberg em criar um novo arco, neste caso envolvendo um misterioso grupo de mulheres. A arte de Michael Ryan (Fugitivos), que sempre critiquei por fazer o mesmo rosto em todas as mulheres, está bastante polida nesta edição, com destaque para as cenas com a Tempestade. As sequencias que tomam duas páginas e as ótimas cores continuam, como também suas famosas caras e bocas. Lendo esta história até que bate uma certa compaixão pela série, mas o melhor é ela sair do jeito que está, evitando sair no meio de um arco.
 
Resumindo, uma edição sem grandes avanços cronológicos para a série, mas que fica acima da média. Tivemos o anúncio da despedida de Cable e, também, do lançamento de X-Men Widescreen, série no formado horizontal, para breve. O formato continua o mesmo, maior que o americano, com capa cartão, lombada com grampo, miolo de qualidade e a reprodução das capas (originais ou alternativas) no interior. O negativo fica por conta do aumento no preço de capa.
nota 7,0 a
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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br