[Review] Ponto de Ignição #5 !

[Review] Ponto de Ignição #5 !

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Nome Original: Flashpoint #4 e #5
Editora/Ano: Panini, 2012 (DC, 2011)
Preço/ Páginas: R$5,90/ 68 páginas
Gênero: Super-Herói/ Ação
Roteiro: Geoff Johns
Arte: Andy Kubert
Sinopse: O confronto final que irá definir o destino de todo o Universo DC enfim está prestes a ocorrer… Flash contra Professor Zoom! E dos escombros de tal batalha uma nova realidade surgirá!

Chegamos, finalmente, à última edição da mini-série Ponto de Ignição, a responsável pelo reboot do Universo DC. Como já comentei antes, é esperado algo épico, emocionante e que faça uma real diferença na vida do leitor, afinal de contas, muito do que conhecemos e lemos será esquecido. Mas a sensação que tive ao terminar de ler é a mesma de assistir um filme de fantasia e que, ao final, descobrir que tudo não passava de um sonho.
 
A edição contêm as originais Flashpoint #4 e #5 mostrando o confronto final entre Mulher-Maravilha e Aquaman, dispostos a acabar com a Terra, se necessário, para poder ganhar. Com os super-humanos indispostos à se unirem contra a ameaça, o governo se vê obrigado á travar um guerra contra os dois, enviando tropas e bombas aos lugares. Enquanto isso, o Flash, Cyborgue e Batman viram alvos da polícia por libertarem o Superman de seu cativeiro, até que a Garota Elemental chega para salvá-los. Com a turma unida, Barry vai até a casa das crianças que se tornam o Capitão Trovão (Shazam) para convencê-las à entrarem no time. Depois de muito insistirem e debaterem, acabam se unindo, assim como outros heróis se empolgam à ajudar também.
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Com a formação feita, todos vão à Nova Themyscira e o que vemos é Aquaman e Mulher-Maravilha numa luta mortal, trocando ofensas e matando quem se aproximar. É interessante ver Diana dessa forma, violenta. Infelizmente, o que vem a seguir, assim como a conclusão, deixa a desejar. O grande vilão da saga, o Flash Reverso, dá as caras e inverte todo o jogo, para em seguida vermos Barry correndo de um canto ao outro, com flashes de outras realidades, o confronto com sua mãe (spoiler: o grande motivo de toda essa mudança) até que uma misteriosa mulher surge e comenta sobre a união de três dimensões diferentes (os universos DC, Vertigo e WildStorm), que dará nos Novos 52. No final, quando parece que tudo chegou ao seu fim, temos a grande sensação de ter lido uma encheção de linguiça desnecessária.
 
Mas nem só de pontos negativos sobrevive esta última parte da saga. A arte de Andy Kubert se supera e a considero, nessa edição, a melhor dentre todas da série Flashpoint. Sua caracterização para a Garota Elemental, o franzino Superman, a sanguinolenta Mulher-Maravilha e do Capitão Trovão são ótimas. A aparição surpresa de outros personagens ou até mesmo comentários a respeito deles também ficaram legais, como Sandman, Monstro do Pantano, da Vertigo; e Apolo e Meia-Noite da Wildstorm. A figura do Batman também é destaque, principalmente por explorar seu lado mais humano, tanto pai quanto filho. A cena final é emocionante, assim como as duas mortes que ocorrem durante a história.
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E então chegamos à parte em que Ponto de Ignição interessa: preparar caminho para Os Novos 52, ou seja, o Novo Universo DC, com novas origens, novas histórias, novos uniformes e outros “novos” por aí. Fica a dúvida se foi necessário toda essa saga envolvendo o Flash para ocasionar o reboot, ou se uma outra alternativa seria melhor. Gostei tanto dessa Mulher-Maravilha e imaginar que ela pode não voltar mais (assim como outras coisas que ocorreram) é triste ^^. A Panini confirmou que irá lançar todos os novos títulos da DC e o engraçado é que lançou antes mesmo de Ponto de Ignição #5 (?). O calendário da editora é algo a ser estudado…
 
Para conhecer mais sobre os principais títulos veja este post com a formação dos mixes, preços e distribuição. Lembrando que um dos interesses da DC no reboot, além da curiosidade geral dos leitores, era de atrair (e segurar) novos leitores, que fugiam da cronologia complicada. Se funcionou, acredito que sim, pois as vendas cresceram muito (nos EUA). Particularmente, começarei a acompanhar algumas publicações como A Sombra do Batman, o especial do Desafiador, talvez o mix com os Novos Titãs e o das Aves de Rapina, por trazerem personagens que simpatizo.
 
Ponto de Ignição #5 custa R$5,90 com capa couche e miolo LWC. Em suas 68 páginas temos as duas histórias que finalizam a saga Flashpoint, além de diversos esboços e comentários de Andy Kubert sobre os uniformes que criou para os personagens principais e para os coadjuvantes. Um material interessante que a Panini incluiu para “tampar” o buraco que uma história deixaria. Porém, algumas notas sobre as futuras publicações cairia bem, principalmente por atrair a atenção de quem está lendo para alguma série em específico. A edição é vendida plastificada nas bancas por conter um card dos Novos 52 em sua embalagem. Na minha veio do Gavião Negro.
nota 6,5 m
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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br