
Nome Original: Uncanny X-Men #392 e #393, X-Men #112 e #113
Editora/Ano: Panini, 2002 (Marvel, 2001)
Preço/ Páginas: R$6,90/ 100 páginas
Gênero: Ação/ Super-Herói
Roteiro: Scott Lobdell
Arte: Salvador Larroca; Leinil Francis Yu; Tom Raney
Sinopse: Magneto sequestrou Charles Xavier para usa-lo como símbolo em sua guerra contra a humanidade. Com os pesos-pesados da equipe empenhados na busca pelos diários perdidos de Sina, Jean Grey tem de reunir um grupo de novatos às pressas para resgatar seu mentor e impedir o genocídio de duas raças. Mas que chance tem um punhado de heróis inexperientes contra o mutante mais poderoso da Terra?
Na última edição, Magneto declara guerra ao mundo e sequestra o Professor X, seu maior inimigo, para servir como símbolo de sua vitória. Infelizmente, alguns dos membros mais ativos dos X-Men estão em missão paralela (em busca dos diários de Sina) e incomunicáveis, restando Jean, Wolverine e Ciclope.
A ruiva tem a brilhante ideia de tentar reunir novos membros para a equipe e tentarem invadir Genosha e resgatar seu mentor. Indo de lugar em lugar, ela recruta a Cristal, o Estrela Polar, um mutante com a pele transparente e um indestrutível. Tudo muito fácil e simples, como se a chance de morrer por um cara que eles nem conhecem não fosse, no mínimo, estranha. Sem contar que também entra para a equipe Solar, irmã desconhecida do Solaris e Johanna Corgill, a ex-acólita Frenesi. Mas hein?
A arte continua com Larroca, Francis Yu e Raney, que tentam manter uma certa qualidade nos desenhos, apesar de estilos diferentes. Mas o que conta mesmo é a história de Scott Lobdell. O roteirista foi responsável por grandes momentos da equipe nos anos 1990, inclusive por tirar do armário o Estrela Polar. Mas o que poderia dar numa ótima saga, dá algo ensosso demais.
Afinal de contas, o mundo está prestes a passar pela terceira Guerra Mundial, graças ao mutante mais poderoso da Terra, e Jean Grey, uma das telepatas mais poderosas, reúne um bando de gente inexperiente. Tá certo que o Estrela Polar e Cristal já fizeram parte da equipe, mas ele agora escreve livros e ela está confusa por conta da vivência no Mojoverso.
A única coisa interessante, até chegarem à Genosha, é a relação entre Estrela Polar e o homofóbico Paulie. Seria trágico se não fosse cômico (respiração boca a boca?). Mas é em Genosha que a coisa piora. O que esperar de uma nave próxima à Magneto? O de sempre, ele a destrói e traz a estranha equipe para o centro de sua cidade, ondo todos estão reunidos.
Enquanto isso, o Professor X está preso numa cruz, sem consciência, e Wolverine, Ciclope e Polaris tentando salvar alguns humanos do país. Todos se reúnem e já acontece a primeira morte da equipe, seguindo de discussões e brigas, como de costume. O destaque fica para Jean Grey assumindo que não serve pra liderar e reagindo às mortes da equipe. Criaram tanta pampa para essa saga, mas é apenas outra fase mediana, com mais mortes (parece que toda edição morre uns 2) e finais já esperados. O que me incomoda mesmo é Jean Grey reunir um bando de mutantes nada haver, que nunca dariam certo trabalhando juntos para enfrentarem o Magneto. Cadê o pessoal da Tropa Alfa? Da X-Force? Da antiga Excalibur?
Sem querer dar spoiler, mas a edição acaba do jeito que começa, e a guerra acabou. Na próxima edição, inicia os Novos X-Men do Grant Morrison, a famosa (e controversa) fase dos mutantes onde o roteirista traz a Rainha Branca para a equipe, inventa a mutação secundária etc.
Fil Felix é autor, ilustrador e psicanalista. A Central dos Sonhos é seu universo particular, por onde aborda questões como memórias, desejos e infância. Fã de HQs, escreve seus comentários sobre quadrinhos desde 2011, totalizando mais de 600 reviews. Já escreveu sobre arte para diversos blogs como Os Imaginários e a coluna Asas da editora Caligo. Ilustrou os livros infantis Zumi Barreshti (2021, Palco das Letras) e Meu Avô Que Me Ensinou (Ases da Literatura), entre outras publicações.
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