[Review] Ring - O Chamado #1 e #2 !

[Review] Ring – O Chamado #1 e #2 !

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Nome Original: Ring (Ringu)
No Brasil: Ring – O Chamado #1 e #2 (Conrad, 2005)
Editora/Ano: Conrad, 2005 (Kadokawa Shoten, 1991)
Preço/ Páginas: R$13,90/ 160 páginas (cada)
Gênero: Terror/ Suspense
Roteiro: Hiroshi Takahashi & Koji Suzuki 
Arte: Misao Inagaki 
Sinopse: Pessoas morrem estranhamente. As mortes ocorrem uma semana depois de terem assistido a um vídeo misterioso. Asakawa, uma jornalista, começa a investigar esses acontecimentos após descobrir que uma sobrinha e seus amigos faleceram no mesmo dia e horário após terem visto o tal vídeo. Durante a investigação, ela também acaba assistindo à fita. Agora, resta apenas uma semana para desvendar o mistério, caso queira continuar viva.
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Acho que todo mundo conhece ou já ouviu falar no filme O Chamado, típico filme de terror oriental (fantasmas, espíritos, maldições e a menina com cabelo longo sobre o rosto).  Desse gênero, temos outros exemplos, como Água Negra, O Grito, Uma Chamada Perdida, Visões etc etc. Mas poucos sabem que a maioria (ou praticamente todos) são adaptações amaricanizadas de filmes japoneses, os famosos remakes. Alguns conseguiram manter a qualidade e outros ficaram uma merda. Eu simplesmente amo filmes de terror orientais, Ju-On,  Shutter, Ringu, Alone, The Eye, Dark Water…..
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Koji Suzuki é um grande escritor e bem conhecido no Japão. Entre suas criações, temos os livros Ringu e Dark Water, que depois foram adaptados em mangás e, mais tarde, em filmes. 
Depois de lançar o primeiro Ring, Koji deu continuidade e lançou diversos outros livros, tornando Ring uma série. No cinema não foi diferente, temos um monte de “Ring” lançados, temos o original, o 2, o 0 e os spin-offs, fora as adaptações estrangeiras.
 
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Vamos tratar aqui sobre o primeiro, lançado em 1991 no japão, adaptado para mangá por Hiroshi Takahashi e com desenhos de Misao Inagaki. Essa versão foi lançada por aqui em 2005, pela Conrad Editora, dividida em duas partes (Ring – O Chamado #1 e #2) custando R$13,90 e com 160 páginas cada. Depois lançaram um box para guardar os dois volumes (primeira imagem).
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Quem já conhece o filme Ringu ou O Chamado, não terá grandes surpresas. A história é praticamente a mesma: após assistir à uma fita misteriosa, a pessoa morre depois de 7 dias. Asakawa é uma jornalista que quer desvendar esse mistério, pois suspeita que sua sobrinha tenha morrido após assistir tal VHS e, pra piorar, acaba por ver o filme também. A partir daí, ela e seu ex-namorado partem em busca de pistas para solucionar o caso o mais rápido possível, pois também tem medo que morra no 7º dia. 
 
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Apesar de serem iguais quanto em roteiro, quando comparamos mangá com filme (ainda não li o livro), parece que estamos falando de coisas distintas. O filme (tanto o original quanto o remake) possuem mais cenas “apavorantes” e se desenvolvem num ritmo mais rápido. Já o mangá quase não possui alguma cena que dê arrepios e sua narrativa é mais lenta e focada no suspense. Particularmente, eu gosto desse tipo de narrativa. Tudo ocorre devagar e os mistérios vão sendo revelados aos poucos, não há tanto medo (em culpa, boa parte, dos desenhos) e aquele clima de suspense fica pairando no ar. Definitivamente, não é recomendada para quem gosta de histórias rápidas ou com muita ação.
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Os desenhos de Misao Inagaki não brilham muito. Eles são muito simples e não conseguem expressar muita coisa. Não há muitos detalhes, grandes ambientes ou coisas do tipo. Com exceção da sequência final (que é excelente) ou de algumas cenas, todo o mangá é muito simplista. Não que isso seja ruim, pois acredito que se fosse usado outro desenhista, como Junji Ito, a história ficaria muito pesada e não passaria um ar de leveza e realismo (sem coisas bizarras) ao público. Mas por ser considerada uma história de terror, falha ao passar este medo. Mas se considerarmos como um suspense, então temos um ótimo mangá.
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Mesmo passados 20 anos de sua criação, com o VHS já substituído pelo DVD e agora pelo Blu-ray, e as mortes não sendo mais encaminhadas via telefone, Ring continua atual, mesmo lido hoje. Seu terror psicológico e a narrativa lenta conseguem te prender até o fim. Cenas como a sequencia final e do filme contido no VHS são excelentes e, para quem já viu algum dos filmes, se tornam melhores ainda.
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Quem curte histórias de suspense, a lá Arquivo X, vai gostar bastante; quem for fan de terror oriental, também irá gostar. Agora se você não curti nem um nem outro, vale a pena ler pelo valor agregado à obra, pois Ring abriu portas tanto no cinema quanto nos mangás nacionais. Após o sucesso da versão cinematográfica americana, muitos outros filmes orientais ganharam remakes e, consequentemente, suas versões originais conseguiram chegar até nós, como Ju-On. No ramo de mangás, foi um dos primeiros do gênero terror a ser lançados por aqui e, logo após, diversos outros vieram, como Uzumaki – A Espiral do Terror, Panorama do Inferno, os livros de Hideshi Hino, entre muitos outros.
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A edição da Conrad é bem feita, capa e miolo de qualidade, com as primeiras páginas de cada volume coloridas e uma boa impressão, que não solta tinta nos dedos, por fora as edições são bem bonitas. Porém não há nada além da história, não tem extras, sinopses, biografias dos artistas, nada. Outra coisa que é importante dizer, e que afeta muitos mangás por aí, são as páginas se soltarem. Os meus volumes ainda estão intactos, mas dá medo de abrir muito uma página, porque parece que são muito grudadas. Com Uzumaki (também da Conrad), não tive muita sorte, quando cheguei na metade do volume a capa se soltou, e o mesmo ocorreu nos TRÊS volumes.
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Vale lembrar que os filmes também são ótimos. Os americanos você consegue encontrar pelas locadoras, agora o original não sei se chegou em DVD, mas em VHS (o que aluguei kkk) eu sei que tem.
nota 8,0 q
* Em lojas especializadas você ainda encontra pra vender.
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Até !
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Estudante de Artes, consumidor compulsivo de HQs, amante da psicodelia, sonhos, nonsense, teorias da conspiração e colagens. Um mutante. Autor da Central dos Sonhos. + www.filfelix.com.br